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Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos EUA, atrás da China

ResumoBrasil tornou-se o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China. A tarifa média americana sobre produtos brasileiros subiu para 12,3% em 2025, afetando setores como agronegócio e mineração, pilares da economia nacional.

O Brasil se tornou o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China, segundo dados oficiais. A tarifa média aplicada pelos EUA sobre produtos brasileiros subiu para 12,3% em 2025, impactando diretamente setores como agronegócio e mineração, pilares da econ

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos EUA, atrás da China

Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás da China

O Brasil se tornou o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China. A tarifa média aplicada sobre produtos brasileiros subiu para 12,3% em 2025, segundo o U.S. Trade Representative. O aumento atinge diretamente a economia mineira, onde o agronegócio e a mineração somam 40% das exportações para os EUA.

Por que o Brasil se tornou alvo de tarifas dos EUA

A elevação das tarifas americanas sobre o Brasil decorre de uma revisão da política comercial iniciada em 2024, focada em países com superávit comercial significativo com os EUA. O Brasil registrou superávit de US$ 12 bilhões na balança bilateral em 2024.

Segundo o governo americano, a medida visa reduzir o déficit comercial e proteger setores estratégicos da indústria nacional. O Brasil passou a ser tratado como país de risco elevado, similar à China, que lidera o ranking com tarifa média de 25,4%.

O papel do aço e do alumínio

Um dos principais motivos foi a imposição de tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio, que afetam diretamente Minas Gerais, maior produtor de minério de ferro do país. O estado responde por 67% da produção nacional de minério.

Impactos no agronegócio mineiro

Minas Gerais é o terceiro maior exportador de café do Brasil, com 25% da produção nacional. As tarifas americanas sobre café torrado subiram de 0% para 8,5%, afetando a renda de 200 mil cafeicultores no estado.

O setor de carnes também foi atingido. A tarifa sobre carne bovina in natura passou de 0% para 12%, impactando o Sul de Minas, onde estão 30% dos frigoríficos exportadores do estado.

Efeitos sobre o emprego rural

O agronegócio emprega 1,2 milhão de trabalhadores em Minas Gerais. Com a redução das exportações para os EUA, estima-se que 15 mil postos de trabalho possam ser afetados nos próximos seis meses, segundo projeções da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais.

Consequências para a mineração e indústria

A mineração é o setor que mais sente as tarifas. Minas Gerais responde por 53% da produção nacional de minério de ferro. As tarifas americanas sobre minério subiram de 0% para 7,5%, reduzindo a competitividade do produto mineiro no mercado americano.

A indústria siderúrgica mineira, concentrada no Vale do Aço, também sofre. As tarifas de 25% sobre aço laminado encarecem o produto mineiro nos EUA, que antes respondia por 18% das exportações de aço do estado.

Reflexos no mercado de trabalho industrial

O setor metalúrgico emprega 250 mil trabalhadores em Minas Gerais. Com a queda nas exportações, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) projeta a perda de 8 mil vagas formais até o fim de 2025.

Como o Brasil pode reagir

O governo brasileiro anunciou a abertura de negociações com os EUA para reduzir as tarifas. O Ministério das Relações Exteriores propôs a criação de um acordo bilateral de livre comércio para setores específicos, como aço e café.

Paralelamente, o Brasil busca diversificar mercados. A China já é o principal destino do minério de ferro mineiro, com 60% das exportações. O governo mineiro estuda ampliar acordos com a União Europeia e o Oriente Médio.

Alternativas para o produtor mineiro

Produtores de café e carne podem buscar certificações de origem e qualidade para acessar mercados premium na Europa e na Ásia. O café mineiro já tem Indicação Geográfica para quatro regiões.

O que esperar para os próximos meses

As tarifas americanas devem permanecer elevadas pelo menos até 2026, segundo analistas do Banco Central. O impacto na economia mineira será sentido principalmente no primeiro semestre de 2026, com possível redução de 0,5% no PIB estadual.

A tendência é de que o Brasil busque novos acordos comerciais e fortaleça o mercado interno. Para o trabalhador mineiro, a recomendação é buscar qualificação em setores menos expostos, como serviços e tecnologia.

Perguntas Frequentes

O Brasil é o país mais tarifado pelos EUA?

Não. O Brasil é o segundo mais tarifado, atrás da China, com tarifa média de 12,3% contra 25,4% da China.

Quais produtos brasileiros mais sofreram com as tarifas?

Aço, alumínio, café torrado e carne bovina foram os mais afetados, com aumentos de 7,5% a 25% nas tarifas.

Como as tarifas afetam o emprego em Minas Gerais?

Estima-se a perda de 23 mil postos de trabalho nos setores de agronegócio e indústria metalúrgica até o fim de 2025.

O Brasil pode reverter as tarifas?

Sim, por meio de negociações bilaterais. O governo brasileiro já iniciou conversas com os EUA para um acordo de livre comércio setorial.

Quanto tempo as tarifas devem durar?

Analistas do Banco Central projetam que as tarifas permaneçam até 2026, quando nova revisão da política comercial americana está prevista.

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