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Brasil assina acordo com Índia e aguarda retomada de negociação com EUA

ResumoApexBrasil e Confederação da Indústria Indiana assinaram memorando de entendimento para aproximar setores produtivos entre Brasil e Índia. O governo brasileiro aguarda a retomada das negociações com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais. O acordo indiano visa ampliar investimentos e cooperação industrial, enquanto o diálogo com os EUA permanece em pauta para reduzir barreiras tarifárias.

ApexBrasil e Confederação da Indústria Indiana assinaram memorando para aproximar setores produtivos. Governo também prepara retomada do diálogo com os EUA sobre tarifaço.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Brasil assina acordo com Índia e aguarda retomada de negociação com EUA

O Brasil deu um passo concreto para ampliar o comércio com a Índia e, ao mesmo tempo, prepara a retomada formal das negociações com os Estados Unidos para reduzir as sobretaxas sobre produtos brasileiros. Nesta quinta-feira (27), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação da Indústria Indiana assinaram um memorando de entendimento para aproximar os setores produtivos dos dois países.

A iniciativa integra a estratégia do governo federal de diversificar parceiros comerciais, reduzindo a dependência de um único mercado e amenizando os impactos das tarifas impostas pelos EUA. Enquanto isso, o diálogo com a gestão de Donald Trump também avança.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, terá uma reunião virtual na próxima segunda-feira (31) com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro contará com a participação do chanceler Mauro Vieira. A reabertura das conversas ocorre após um telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano.

Segundo Márcio Elias Rosa, a ligação foi decisiva para destravar a mesa de negociação sem que o Brasil precisasse fazer concessões prévias unilaterais. O movimento mostra uma aposta dupla: abrir novos mercados no Oriente enquanto tenta reduzir barreiras no Ocidente. Para o setor produtivo, a diversificação é uma proteção contra a volatilidade das relações comerciais com os EUA.

O memorando com a Índia não traz números ou prazos divulgados, mas sinaliza uma intenção clara de aproximação. A reunião com o USTR, por sua vez, será o primeiro teste concreto da retomada do diálogo. Resta saber se as conversas avançarão em ritmo suficiente para aliviar a pressão sobre exportadores brasileiros.

A pauta ganha relevância em um momento em que o comércio global passa por reconfigurações. O Brasil, ao buscar alternativas, demonstra que a diplomacia comercial não se limita a um único parceiro. A próxima segunda-feira (31) será um termômetro importante para medir a disposição dos EUA em negociar.

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