Bolsa fecha no maior valor desde maio com petróleo e PIB
A Bolsa fechou nesta terça-feira (1º) no maior valor desde maio, com o Ibovespa subindo 1,27%, a 179.722 pontos. Alta do petróleo, dados do PIB e eleições no radar.
A Bolsa fechou nesta terça-feira (1º) no maior valor desde maio, impulsionada pela alta do petróleo, pelos dados do PIB e pelo cenário eleitoral brasileiro. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário, encerrou o dia com alta de 1,27%, a 179.722 pontos. É o maior valor de fechamento desde 12 de maio, quando a Bolsa fechou aos 180.342 pontos.
O que isso significa na prática: para quem tem investimentos em ações, o dia foi de ganhos. A moeda americana recuou 0,55%, a R$ 5,152, na contramão do exterior. Lá fora, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante seis outras divisas fortes, avançou 0,28%, a 99,70 pontos.
A alta do petróleo veio da retomada dos ataques dos EUA ao Irã no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer acordo assinado com o Irã "não vale o papel no qual é escrito". Os EUA realizaram novos ataques na região sul do Irã, ao longo do estreito de Hormuz. Explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas e nas proximidades da ilha de Qeshm, informou a emissora estatal iraniana.
Nesta manhã, dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita já haviam sido atingidos enquanto navegavam pelo estreito. Segundo a empresa de dados Kpler, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita. Por volta das 17h, o barril do Brent, referência mundial da commodity, avançava 7,57%, a US$ 95,06.
A valorização do petróleo beneficiou as ações do setor petrolífero brasileiro. Os papéis da Petrobras (preferenciais), da Prio e da PetroReconcavo subiam 4,06%, 2,24% e 3,48%, respectivamente. Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a alta do petróleo aumenta o interesse de investidores estrangeiros pelo setor brasileiro. A entrada de recursos estrangeiros exige a conversão de dólares em reais, o que aumenta a oferta da moeda americana e contribui para a alta do real.
Outro destaque da sessão foi a divulgação do PIB. O indicador desacelerou no Brasil no segundo trimestre, com avanço de 0,5% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado veio após alta de 1,1% no primeiro trimestre e ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro, de 0,4%, segundo a agência Bloomberg.
Para analistas, o resultado reforça a perspectiva de continuidade do ciclo de cortes dos juros. A Selic está atualmente em 14% ao ano. Juros mais baixos tendem a beneficiar a Bolsa ao reduzir a atratividade da renda fixa e estimular a busca por ativos de maior risco.
O cenário eleitoral também permaneceu no radar. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira mostra Lula (PT) com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. Em um eventual segundo turno, os dois aparecem empatados com 44%. No levantamento BTG/Nexus de segunda-feira (31), Lula tinha 37%, enquanto Flávio Bolsonaro somava 31%. como a eleição afeta seus investimentos