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AVB vê avanço do aço verde na construção civil e descarta uso de hidrogênio

ResumoAVB, siderúrgica brasileira, aposta no aço verde como material sustentável para construção civil. AVB descarta uso de hidrogênio como alternativa viável devido a custos elevados e falta de infraestrutura adequada. Decisão baseia-se em análise técnica e econômica do setor.

A AVB, uma das principais siderúrgicas do país, aposta no aço verde como material sustentável para a construção civil, enquanto descarta o hidrogênio como alternativa viável. A decisão se baseia em custos e infraestrutura. Veja os motivos.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
AVB vê avanço do aço verde na construção civil e descarta uso de hidrogênio

AVB vê avanço do aço verde na construção civil e descarta uso de hidrogênio

A AVB, siderúrgica de destaque no mercado brasileiro, projeta que o aço verde será o principal material sustentável para a construção civil nos próximos anos. A empresa descarta, por ora, o uso de hidrogênio como alternativa viável para descarbonizar o setor. A decisão considera custos operacionais e a infraestrutura disponível no país.

O que é o aço verde e por que ele avança na construção civil

O aço verde é produzido com processos que reduzem as emissões de carbono. Segundo a AVB, a tecnologia atual permite diminuir em até 60% a pegada de CO₂ em relação ao aço convencional, utilizando carvão vegetal de florestas plantadas. A construção civil, responsável por cerca de 40% das emissões globais de gases de efeito estufa, busca alternativas como essa para se adequar a metas ambientais.

A empresa afirma que o material já é utilizado em projetos residenciais e comerciais, com aceitação crescente entre arquitetos e engenheiros. O aço verde mantém as mesmas propriedades mecânicas do aço tradicional, o que facilita sua adoção sem necessidade de adaptações técnicas.

Por que a AVB descarta o hidrogênio na produção de aço

O hidrogênio verde é apontado por especialistas como uma rota promissora para descarbonizar a siderurgia, mas a AVB considera a tecnologia inviável no curto prazo. A empresa cita três entraves principais:

  1. Custo elevado: a produção de hidrogênio verde por eletrólise ainda é até quatro vezes mais cara que o uso de carvão mineral.
  2. Infraestrutura insuficiente: o Brasil não dispõe de rede de distribuição de hidrogênio em escala industrial.
  3. Escala de produção: as plantas de hidrogênio existentes não atendem à demanda de uma siderúrgica de grande porte.

A AVB prefere investir em melhorias nos processos atuais, como o uso de biocarvão e a captura de carbono, considerando-os mais realistas para o mercado brasileiro.

Impactos do aço verde no mercado de construção civil

A adoção do aço verde pode alterar a dinâmica do setor. Construtoras que utilizam o material podem obter certificações ambientais, como LEED e AQUA, e atender a exigências de financiamentos verdes. O custo do aço verde ainda é cerca de 10% a 15% superior ao do aço comum, mas a diferença tende a diminuir com o aumento da escala de produção.

A AVB projeta que, até 2030, o aço verde represente 30% de sua produção total. A empresa já firmou parcerias com construtoras para projetos-piloto em São Paulo e Minas Gerais.

Alternativas ao hidrogênio na siderurgia brasileira

Enquanto o hidrogênio não se viabiliza, a AVB aposta em outras rotas tecnológicas:

  • Carvão vegetal de florestas plantadas: reduz emissões e é renovável.
  • Captura e armazenamento de carbono (CCS): tecnologia em fase de teste.
  • Eficiência energética: modernização de fornos e redução de consumo.

A empresa também monitora o desenvolvimento de hidrogênio azul (produzido a partir de gás natural com captura de carbono), mas considera que a tecnologia ainda não está madura para aplicação industrial no Brasil.

O papel das políticas públicas no avanço do aço verde

O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, estuda incentivos fiscais para a produção de aço de baixo carbono. A AVB defende que políticas de estímulo à cadeia de carvão vegetal e à pesquisa em biocombustíveis podem acelerar a transição.

A empresa também participa de fóruns internacionais sobre descarbonização, como a Associação Mundial do Aço, onde compartilha experiências com siderúrgicas de outros países.

Perguntas Frequentes

O aço verde é mais caro que o aço comum?

Sim, o custo é de 10% a 15% superior, mas a diferença tende a cair com o aumento da produção.

O hidrogênio verde pode ser usado no futuro na siderurgia?

A AVB não descarta o uso futuro, mas considera que a tecnologia ainda não é viável economicamente nem em infraestrutura.

Quais construtoras já usam aço verde no Brasil?

Empresas como a Cyrela e a MRV já testaram o material em projetos-piloto, com resultados positivos.

O aço verde atende às normas técnicas da construção civil?

Sim, ele possui as mesmas propriedades mecânicas do aço convencional, sendo aprovado pelas normas ABNT.

Como o aço verde contribui para a sustentabilidade?

Reduz as emissões de CO₂ em até 60% na produção, além de utilizar carvão vegetal de fontes renováveis.

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