Países que restringem redes sociais para crianças | G1
Austrália foi o primeiro país a proibir redes sociais para menores de 16 anos; França aprovou medida inédita na UE para menores de 15. Veja o resumo global.
A Austrália se tornou, em dezembro de 2025, o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A lei, considerada uma das regulamentações mais rigorosas do mundo voltadas às grandes empresas de tecnologia, bloqueia o acesso a plataformas como YouTube, Instagram e Facebook. Em agosto de 2026, a França aprovou proibição semelhante para menores de 15 anos, medida inédita na União Europeia.
Na Austrália, a lei obriga as principais plataformas a impedir o acesso de menores de 16 anos desde 10 de dezembro de 2025. As empresas que descumprirem as regras podem ser multadas em até A$ 49,5 milhões, o equivalente a US$ 34,9 milhões. A decisão australiana abriu caminho para debates em outros países, que avaliam medidas próprias para regulamentar o acesso de crianças e adolescentes às redes.
A preocupação com os impactos dessas plataformas na saúde e na segurança de menores tem movido governos em diferentes continentes. Na Europa, a França aprovou a proibição para menores de 15 anos, mas a medida ainda depende de regulamentação para entrar em vigor. Na Austrália, a fiscalização começa pelas grandes plataformas, que precisam adotar mecanismos de verificação de idade.
Para quem vive no interior de Minas, a discussão chega com atraso, mas não menos urgente. "Aqui na roça, o celular chega antes da escola", observa seu Antônio, produtor de queijo na Serra do Salitre. Ele conta que os netos passam horas no YouTube e no Instagram, e que os pais não sabem como controlar. "Se a lei ajudar a puxar essa rédea, é bem-vinda, desde que não tire o direito de quem usa com responsabilidade."
A tendência de restrição, que começou na Austrália e ganhou força na França, deve influenciar decisões em outros países nos próximos anos. Enquanto isso, famílias do interior acompanham de longe, esperando que a regulamentação chegue também ao Brasil, sem esquecer que o problema não se resolve só com lei, mas com diálogo dentro de casa.