# Associação de biocombustíveis nos EUA celebra tarifa contra o Brasil: entenda

> A Associação de Combustíveis Renováveis dos EUA (RFA) celebrou a tarifa de 18% sobre o etanol brasileiro. A medida visa proteger a indústria americana de biocombustíveis, impactando diretamente as exportações do Brasil. Produtores mineiros, responsáveis por parcela significativa da produção nacional, reagiram negativamente, temendo perda de competitividade no mercado internacional.

*Portal Notícias MG · Serviços · 17 de julho de 2026 · Ronaldo Pimenta*

A associação de biocombustíveis nos EUA celebrou a tarifa contra o Brasil, que pode afetar as exportações de etanol. Entenda os motivos, o impacto no setor e as reações de produtores mineiros, que respondem por parte significativa da produção nacional.

## Associação de biocombustíveis nos EUA celebra tarifa contra o Brasil: entenda o impacto no etanol

A associação de biocombustíveis nos EUA celebrou a tarifa contra o Brasil, anunciada em 2026, que impõe uma taxa de 18% sobre o etanol brasileiro. A medida, que protege a indústria americana de etanol de milho, gerou reações em Minas Gerais, maior produtor nacional do combustível. O setor mineiro avalia perdas e busca alternativas.

A tarifa de 18% sobre o etanol brasileiro foi anunciada pelo governo dos EUA em maio de 2026, como parte de uma revisão de tarifas comerciais. A associação de biocombustíveis nos EUA, que representa produtores de etanol de milho, celebrou a decisão, afirmando que a medida "protege a indústria americana contra importações subsidiadas". O Brasil, por sua vez, contesta a tarifa na Organização Mundial do Comércio (OMC).

## Por que a associação de biocombustíveis nos EUA celebrou a tarifa?

A associação de biocombustíveis nos EUA, a Renewable Fuels Association (RFA), celebrou a tarifa porque ela reduz a competitividade do etanol brasileiro no mercado americano. O etanol de cana brasileiro é mais barato de produzir que o de milho americano, e a tarifa de 18% equilibra os preços. A RFA argumenta que o Brasil subsidia sua produção, o que os EUA consideram concorrência desleal.

Segundo a RFA, a tarifa "protege empregos e investimentos na indústria americana". A entidade também afirma que a medida "evita dumping" do etanol brasileiro. O Brasil, no entanto, nega subsídios e aponta que a tarifa viola acordos comerciais.

### Impacto no etanol mineiro

Minas Gerais é o maior produtor de etanol do Brasil, com mais de 40 usinas em operação. A tarifa americana atinge diretamente as exportações mineiras, que representam cerca de 30% do etanol exportado pelo Brasil. Em 2025, Minas Gerais exportou 1,2 bilhão de litros de etanol, dos quais 40% foram para os EUA (Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool de Minas Gerais, 2026).

As usinas mineiras, especialmente as do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, são as mais afetadas. A tarifa reduz a margem de lucro, que já era apertada. "A tarifa de 18% inviabiliza a exportação para os EUA", diz João Pedro Silva, diretor da Usina Coruripe, em depoimento ao jornal Estado de Minas. "Teremos que buscar outros mercados, como a Europa e a Ásia."

## Reações do setor em Minas Gerais

O setor sucroenergético mineiro reagiu com preocupação à tarifa. A Associação dos Produtores de Açúcar e Etanol de Minas Gerais (Siamig) emitiu nota criticando a medida. "A tarifa é injusta e prejudica a competitividade do etanol brasileiro", afirma o presidente da Siamig, Mário Campos.

A Siamig também aponta que a tarifa pode reduzir a produção mineira de etanol em até 10% em 2026, afetando empregos e a economia local. Minas Gerais responde por 25% da produção nacional de etanol, com 6 bilhões de litros por ano (IBGE, 2025).

### Alternativas para o etanol mineiro

Diante da tarifa, as usinas mineiras buscam alternativas. A principal é aumentar as exportações para a Europa, que tem demanda crescente por biocombustíveis. A União Europeia exige que o etanol seja sustentável, e o etanol de cana brasileiro atende a esses critérios.

Outra alternativa é o mercado interno. O governo brasileiro anunciou em 2026 o aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30%, o que deve elevar a demanda doméstica. A medida, porém, só deve surtir efeito em 2027.

## O que diz o governo brasileiro?

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, contestou a tarifa na OMC. O Brasil argumenta que a tarifa viola as regras de comércio internacional e que o etanol brasileiro não é subsidiado. O Ministério também busca negociações bilaterais com os EUA.

Em nota, o Itamaraty afirmou que "a tarifa é protecionista e prejudica o comércio justo". O governo também estuda medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos americanos importados pelo Brasil.

## Como a tarifa afeta o consumidor mineiro?

A tarifa pode ter efeitos indiretos no consumidor mineiro. Com a redução das exportações, as usinas podem direcionar mais etanol para o mercado interno, o que pode baixar os preços nas bombas. Por outro lado, a queda na produção pode reduzir a oferta e elevar os preços.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço do etanol em Minas Gerais caiu 5% em junho de 2026, em relação a maio, devido ao excesso de oferta. A tendência é de estabilidade, mas o mercado está volátil.

## Perspectivas para o setor

A tarifa americana deve permanecer em vigor por pelo menos um ano, até a decisão da OMC. Enquanto isso, o setor mineiro se adapta. A diversificação de mercados e o aumento da demanda interna são as principais estratégias.

O presidente da Siamig, Mário Campos, diz que "o setor é resiliente e vai superar esse desafio". Mas ele alerta: "precisamos de políticas públicas que protejam o etanol brasileiro, como a redução de impostos e o incentivo ao uso de biocombustíveis".

Etanol em Minas Gerais: produção e perspectivas Comércio exterior mineiro: impacto das tarifas

## Perguntas Frequentes

### O que é a associação de biocombustíveis nos EUA?

A associação de biocombustíveis nos EUA, a Renewable Fuels Association (RFA), representa produtores de etanol de milho. Ela defende os interesses da indústria americana de biocombustíveis.

### Por que a associação celebrou a tarifa contra o Brasil?

A RFA celebrou a tarifa porque ela protege a indústria americana de etanol de milho, que é mais caro de produzir que o etanol de cana brasileiro. A tarifa de 18% equilibra a concorrência.

### Como a tarifa afeta Minas Gerais?

Minas Gerais é o maior produtor de etanol do Brasil, e a tarifa atinge as exportações mineiras, que representam 30% do total exportado pelo país. As usinas do Triângulo Mineiro são as mais afetadas.

### O que o Brasil pode fazer contra a tarifa?

O Brasil contestou a tarifa na OMC e busca negociações bilaterais com os EUA. O governo também estuda medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos americanos.

### O preço do etanol vai subir em Minas Gerais?

O preço do etanol em Minas Gerais caiu 5% em junho de 2026, devido ao excesso de oferta. A tendência é de estabilidade, mas o mercado está volátil e pode sofrer alterações.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/servicos/associacao-biocombustiveis-eua-celebra-tarifa-contra-brasil/
