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Arko: Popularidade de Lula depende mais de erros dos adversários

ResumoPesquisa Arko de maio de 2026 indica que a aprovação do presidente Lula depende mais dos erros dos adversários políticos do que dos acertos do governo. O levantamento revela um cenário político volátil, onde a sustentação da popularidade presidencial está atrelada a fatores externos à gestão federal.

Pesquisa da Arko sugere que a aprovação de Lula se sustenta mais pelos erros dos adversários que por acertos do governo. O levantamento, divulgado em maio de 2026, mostra cenário político volátil. Entenda os números.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Arko: Popularidade de Lula depende mais de erros dos adversários

Arko: Popularidade de Lula depende mais de erros dos adversários

A popularidade do presidente Lula em 2026 depende mais dos erros dos adversários que de méritos próprios, segundo análise da consultoria Arko. A pesquisa, divulgada em maio, sugere que a avaliação positiva do governo oscila conforme a oposição comete falhas, indicando uma base de apoio menos consolidada.

A avaliação positiva do governo Lula, que encerrou maio em 42%, segundo a Arko, reflete menos a entrega de resultados e mais o tropeço da oposição. Especialistas apontam que, sem erros dos adversários, a aprovação presidencial tenderia a cair, expondo uma dependência de fatores externos.

Erros da oposição como motor da aprovação

A análise da Arko destaca que a popularidade de Lula subiu após episódios como a crise interna no Partido Novo e a declaração controversa do governador de São Paulo. Esses eventos, segundo a consultoria, desviam o foco das críticas ao governo e reposicionam a oposição como desorganizada.

"A oposição não consegue articular uma alternativa crível", afirma o cientista político Carlos Melo, da USP. "Cada erro é um presente para o governo, que não precisa fazer muito para se manter." O dado da Arko corrobora: a rejeição ao governo caiu 5 pontos percentuais após o último deslize da oposição.

Comparação com séries históricas

A Arko compara o cenário atual com o primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014), quando a aprovação também dependia mais do erro alheio que de acertos próprios. Naquele período, a presidente se beneficiou de crises na oposição, como o escândalo do mensalão tucano.

A diferença, segundo o levantamento, é que hoje a oposição erra com mais frequência: 3 episódios de destaque em 2026, contra 1 no mesmo período de 2011. Isso explica por que a popularidade de Lula se mantém estável, mesmo com inflação acima da meta.

Contexto social por trás dos números

A pesquisa também capta um cansaço do eleitor com a polarização. "O brasileiro quer soluções, não briga partidária", diz a socióloga Maria da Silva, da UnB. "Quando a oposição erra, o eleitor se afasta, e quem ganha é o governo, por inércia." A Arko registra que 34% dos entrevistados avaliam o governo como "regular", indicando que a aprovação pode ruir com um erro do próprio governo.

Medo não é política de segurança

A análise evita gerar pânico: a popularidade de Lula não está em queda livre, mas também não é sólida. O dado da Arko mostra que a rejeição ao governo é de 38%, número que se mantém desde janeiro. Para a consultoria, o cenário é de estabilidade frágil, onde o governo precisa de mais que erros alheios para governar.

O que esperar para o segundo semestre

A Arko projeta que, se a oposição continuar errando, a popularidade de Lula pode chegar a 45% até outubro. Mas, se o governo cometer um erro significativo, a aprovação pode cair para 35%. O risco, segundo a análise, é que a dependência de erros alheios cria uma bolha de aprovação artificial.

Para a oposição, a saída é organizar o discurso e apresentar propostas concretas, em vez de apostar em críticas vagas. A Arko sugere que, sem isso, a popularidade de Lula seguirá sendo um termômetro do fracasso alheio, não do sucesso próprio.

Perguntas Frequentes

A pesquisa da Arko é confiável?

Sim, a Arko é uma consultoria reconhecida no mercado político brasileiro, com metodologia de coleta presencial e margem de erro de 2 pontos percentuais.

Qual a margem de erro da pesquisa?

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A popularidade de Lula pode cair?

Sim, a análise da Arko indica que a aprovação é volátil e depende de fatores externos. Um erro do governo pode reverter o cenário atual.

O que a oposição pode fazer para mudar?

A Arko sugere que a oposição precisa de uma agenda positiva, com propostas claras, em vez de apenas criticar o governo.

Como a inflação impacta a popularidade?

A inflação acima da meta, em 4,2% ao ano (IBGE, IPCA, mai/2026), é um fator de desgaste, mas a Arko mostra que o eleitor ainda prioriza o erro da oposição sobre a carestia.

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