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Inadimplência agro da Caixa estabiliza, diz vice-presidente

ResumoA Caixa Econômica Federal registrou inadimplência de 20,74% na carteira agro no segundo trimestre de 2025. O vice-presidente do banco afirma que a curva de atrasos estabilizou, atribuindo a leitura ao programa de reestruturação de dívidas. A estabilização reflete o impacto das medidas de renegociação, sem indicar tendência de alta imediata no indicador.

A inadimplência da carteira agro da Caixa subiu a 20,74% no 2º trimestre, mas o banco enxerga estabilização. Vice-presidente explica a leitura da curva e o impacto do programa de reestruturação de dívidas.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Inadimplência agro da Caixa estabiliza, diz vice-presidente

A inadimplência da carteira de crédito agro da Caixa Econômica Federal chegou a 20,74% no segundo trimestre, mas o banco enxerga um movimento de estabilização. O vice-presidente da instituição, Marcos Brasiliano Rosa, afirmou que a leitura da curva é de estabilidade, com perda de velocidade.

O percentual representa alta ante os 18,29% do primeiro trimestre e um salto na comparação com os 7,02% de um ano antes. "Nós já olhamos para essa curva como uma estabilidade, com perda de velocidade", disse em apresentação sobre o balanço, divulgado na quarta-feira (26).

Os executivos presentes explicaram que a continuidade da melhora se dá, em parte, nas renegociações por meio do programa de reestruturação de dívidas do setor rural, lançado pelo governo no mês passado. O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou que o segundo trimestre foi desafiador para o mercado financeiro em particular.

Na véspera, a Caixa registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, montante 5,9% superior ao mesmo período de 2025. A carteira de crédito encerrou o trimestre em R$ 1,45 trilhão, alta de 11,9% na base anual, conforme o banco estatal.

Após a apresentação, o vice-presidente de varejo, Adriano Assis Matias, foi questionado sobre os efeitos do Novo Desenrola nos resultados do crédito comercial. Segundo ele, o resultado teria sido pior sem o programa de renegociação. "O Desenrola tem sido muito importante para a gestão da adimplência da nossa carteira", afirmou.

O índice de inadimplência geral do banco foi de 3,64% no segundo trimestre. Os executivos disseram que a dinâmica não deve levar a uma postura mais restritiva para o crédito, já que os números estão controlados.

Por outro lado, as provisões para risco de crédito subiram quase 98%, somando R$ 7 bilhões no segundo trimestre e R$ 13,5 bilhões no primeiro semestre. inadimplência do crédito rural programas de renegociação de dívidas

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