Manuscrito do Hino Nacional: onde está e como é preservado
Nesta segunda-feira (7), o Brasil celebra 204 anos de Independência, e o Hino Nacional, um dos principais símbolos do país, tem seus registros originais preservados no Rio de Janeiro. O manuscrito da letra, com a versão definitiva de Osório Duque-Estrada, integra o acervo da Academia Brasileira de Letras (ABL). A partitura da melodia, composta por Francisco Manuel da Silva, está sob os cuidados da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O cuidado com esses documentos é redobrado. Na ABL, a sala do arquivo foi visitada pelo g1, e os procedimentos incluem manuseio exclusivo com luvas, controle de temperatura e umidade, e armazenamento em materiais apropriados para evitar a deterioração do papel. O objetivo é manter o documento com suas características originais, sem danos causados pelo tempo ou pelo contato humano.
Na UFRJ, o padrão é o mesmo: manuseio com luvas e atenção constante. A partitura de Francisco Manuel da Silva, que dá a melodia que todos conhecem, exige cuidados semelhantes para garantir que a tinta e o papel resistam. A umidade e a temperatura são monitoradas, e qualquer manipulação é feita por profissionais treinados.
A preservação desses manuscritos não é apenas uma questão técnica. Para quem vive no interior de Minas, onde o Hino é cantado em escolas e festas cívicas, saber que a letra e a melodia originais estão guardadas com esse zelo traz uma sensação de continuidade. A música que aprendemos na infância, que ecoa em praças e salões, tem uma origem física, um papel que alguém escreveu à mão há mais de um século.
Os cuidados com o manuscrito e a partitura mostram como instituições cariocas tratam esses símbolos. A ABL e a UFRJ, cada uma com sua responsabilidade, mantêm viva a memória do que nos une como país. Para o produtor rural ou o professor da roça, o Hino é mais que um canto: é um elo com a história.
A expectativa é que esses documentos continuem acessíveis para pesquisa e visitação, dentro dos limites que a conservação exige. Enquanto isso, o cuidado redobrado segue como rotina, garantindo que as próximas gerações ainda possam ver, com os próprios olhos, a caligrafia de quem escreveu o Hino Nacional.