10/09/2020 às 11h22min - Atualizada em 10/09/2020 às 11h27min

Técnica com anticorpos monoclonais pode revolucionar o estudo de doenças como a Covid-19

Especialistas apontam a técnica como um marco na história da medicina e que ela pode enriquecer pesquisas no tratamento de infecções e outras doenças como o câncer.

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Uma técnica com anticorpo está obtendo bons resultados em pesquisas de tratamento da Covid-19. Apesar de ter seu início na década de setenta, ela agora está sendo estudada na aplicação de pesquisas sobre o Coronavírus e apresentando bons resultados. O destaque é sobretudo no tratamento, onde já se observou uma redução da taxa de morte desses pacientes infectados. Uma das primeiras aplicabilidades do anticorpo monoclonal foi relativo a diagnósticos e as primeiras doenças a serem aplicadas foram enfermidades reumáticas e depois de um tempo também com os processos alérgicos. Existe uma diferença entre os tipos de anticorpo monoclonal. Os não humanizados, os hibridizados e os totalmente humanizados. Os não humanizados são geralmente utilizados em diagnósticos e os humanizados são normalmente aplicados a tratamentos, seja o hibridizado ou o totalmente humanizado. Hoje o anticorpo totalmente humanizado está sendo considerado bem eficiente em tratamentos, já que diminui muito o risco de efeito colateral. Na prática, o anticorpo monoclonal faz o mesmo papel que um anticorpo natural e por ter esse processo de aceitação com facilidade pelo organismo é considerado um grande avanço da medicina já tendo sido aplicado em pesquisas de tratamento de algumas doenças autoimunes e alguns tipos de câncer.

A imunidade é responsável por defender o corpo de doenças e os anticorpos funcionam como uma espécie de soldados nesse processo. O processo acontece da seguinte forma, ao ser detectado um vírus, o corpo aciona os anticorpos que se acoplam ao invasor, que o capturam e o destroem para que esse não se instale no organismo. No tratamento com o anticorpo monoclonal o organismo ganharia esse reforço, que ao fazer uma espécie de conexão com a proteína do vírus, bloqueia a ligação do invasor com a célula do paciente e assim combate e reduz a proliferação do vírus. Os cientistas destacam que apesar de não ter uma capacidade de imunização, pesquisas apontam que o anticorpo pode auxiliar na prevenção e também diminuir o risco de doenças infecciosas. Ainda não existe comprovação, mas a estimativa do período de atividade do anticorpo monoclonal é de cerca de poucos meses. O médico especialista, Dr. Marcello Bossois, aponta a técnica de anticorpo monoclonal como um divisor de águas da medicina e diz que junto a outra técnica de pesquisa, a de terapia gênica, podem ser responsáveis por significantes avanços em pesquisas científicas para os próximos anos. Ele coordena o projeto Brasil Sem Alergia, que já atendeu mais de quatrocentos e cinquenta mil pacientes em todo o país e percebeu um aumento do interesse da população em assuntos ligados à saúde. Ele criou em seu canal no YouTube uma lista de reprodução sobre a terapia monoclonal e outras listas para diversos assuntos relacionados à saúde.

A epidemia de Covid-19 aproximou o tema da pesquisa científica para o interesse da população e da mesma forma os laboratórios também passaram a investir mais em aprofundar seus conhecimentos. Isso a longo prazo pode representar ganhos para o futuro da medicina e da saúde humana. Enquanto a solução definitiva através de uma vacina ou tratamento comprovadamente eficiente não for oficial, os estudos científicos agregam conhecimento que pode ser utilizado não somente no estudo do vírus, mas também em tratamentos de outras doenças. 



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