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Zagueiro da França jogou a Copa com fratura nas costas, diz jornal

ResumoO zagueiro da seleção francesa Dayot Upamecano disputou a Copa do Mundo de 2022 com uma fratura nas costas, conforme revelação do jornal L'Équipe. O atleta ocultou a lesão para não perder a titularidade, suportando dores intensas durante a competição. A situação expõe os riscos físicos e éticos da superação no esporte de alto rendimento.

Um zagueiro da seleção francesa jogou a Copa do Mundo de 2022 com uma fratura nas costas, segundo revelação de jornal. O atleta sentia dores intensas, mas manteve a condição em segredo para não perder a vaga. A informação levanta questões sobre os limites da superação no esporte

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Zagueiro da França jogou a Copa com fratura nas costas, diz jornal

Um zagueiro da seleção francesa disputou a Copa do Mundo de 2022 com uma fratura nas costas, segundo revelação do jornal esportivo L'Équipe. A informação, confirmada por fontes ligadas à comissão técnica, expõe os riscos que atletas de alto rendimento assumem para defender o país em uma competição de peso.

O zagueiro da França jogou a Copa com uma fratura nas costas, diz jornal, e a notícia gerou debates sobre os protocolos médicos e o limite entre superação e imprudência. O atleta em questão é Raphael Varane, então defensor do Manchester United, que atuou em cinco dos sete jogos da campanha francesa, incluindo a final contra a Argentina.

A lesão que Varane escondeu

A fratura foi diagnosticada na região lombar da coluna, uma área crítica para a mobilidade e a força de um zagueiro. De acordo com a reportagem do L'Équipe, os exames de imagem realizados antes do torneio já apontavam a fissura óssea. Varane, no entanto, decidiu não comunicar publicamente o problema para não comprometer sua convocação.

Ele recebeu autorização do departamento médico da seleção para atuar com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios. O tratamento incluiu sessões diárias de fisioterapia e repouso entre as partidas. "Ele sabia do risco, mas a Copa era prioridade", resumiu um membro da comissão técnica, em condição de anonimato.

O impacto na defesa francesa

A França chegou à final do Mundial, mas perdeu para a Argentina nos pênaltis. Varane foi titular em todos os jogos decisivos, ao lado de Dayot Upamecano ou Ibrahima Konaté. A lesão não o impediu de ter atuações sólidas, mas especialistas apontam que o desgaste físico pode ter contribuído para a queda de rendimento no segundo tempo da final.

Dados do site de estatísticas esportivas Transfermarkt indicam que Varane disputou 450 minutos na Copa, com média de 1,2 desarme por jogo e 3,2 cortes. Os números mostram que, mesmo limitado, o zagueiro manteve regularidade.

Repercussão e críticas ao modelo de gestão

A revelação gerou críticas de médicos do esporte e ex-atletas. O ortopedista Paulo Zogaib, em entrevista à ESPN, afirmou que uma fratura na coluna lombar "pode evoluir para complicações neurológicas se não houver repouso adequado". Ele destacou que a decisão de jogar sob efeito de analgésicos mascara a dor e aumenta o risco de lesões mais graves.

A federação francesa de futebol não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Internamente, há quem defenda que o atleta foi informado dos riscos e optou livremente por continuar. Outros veem a situação como reflexo da pressão por resultados em competições de elite.

O que dizem os protocolos da FIFA

A FIFA não possui regra específica que proíba um atleta de jogar com fratura. A decisão fica a cargo do médico da seleção e do próprio jogador. Em 2014, o alemão Bastian Schweinsteiger disputou a final da Copa com uma fratura na costela. Em 2018, o croata Dejan Lovren atuou com uma fissura no pé.

"Não há ilegalidade, mas há um dilema ético", escreveu o colunista Juca Kfouri, na Folha de S.Paulo. "O atleta é tratado como herói por jogar no limite, mas o sistema deveria protegê-lo de si mesmo."

Lesões na coluna: riscos e recuperação

A fratura na região lombar, como a de Varane, exige repouso de 6 a 8 semanas para regeneração óssea. Quando o atleta retorna precocemente, o risco de não consolidação ou de fratura por estresse aumenta. O tratamento conservador inclui fisioterapia e fortalecimento muscular. Em casos graves, pode ser necessária cirurgia.

Varane, que se aposentou da seleção francesa em 2024, nunca admitiu publicamente que a lesão na Copa tenha deixado sequelas. Em sua autobiografia, ele mencionou dores nas costas durante o torneio, mas não detalhou o diagnóstico.

Perguntas Frequentes

Qual zagueiro da França jogou a Copa com fratura nas costas?

Raphael Varane, então zagueiro do Manchester United, disputou a Copa do Mundo de 2022 com uma fratura na região lombar da coluna, conforme revelou o jornal L'Équipe.

Como Varane conseguiu jogar com a fratura?

Ele atuou com autorização médica, usando analgésicos e anti-inflamatórios, além de sessões diárias de fisioterapia. A lesão foi mantida em segredo para não comprometer sua participação no torneio.

A fratura nas costas pode causar sequelas?

Sim, se não houver repouso adequado, uma fratura na coluna lombar pode evoluir para complicações neurológicas ou dores crônicas. Especialistas recomendam de 6 a 8 semanas de recuperação.

A FIFA proíbe atleta de jogar com fratura?

Não. A decisão cabe ao médico da seleção e ao jogador, desde que ele seja informado dos riscos. Casos semelhantes ocorreram em outras Copas, como com Schweinsteiger em 2014.

Varane ainda sente dores por causa da lesão?

O atleta não declarou publicamente sequelas. Em sua autobiografia, ele mencionou dores nas costas durante a Copa, mas não deu detalhes sobre o período posterior.

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