Trump irá ao jantar de correspondentes três meses após ataque a tiros
O presidente dos EUA, Donald Trump, participa do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca nesta sexta (24), três meses após um ataque a tiros interromper o evento. O evento foi remarcado no hotel Waldorf Astoria com segurança reforçada, e homenageará o agente do Ser
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um discurso no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca nesta sexta-feira (24), quase três meses depois de um ataque a tiros no hotel Washington Hilton interromper o evento original. O jantar de gala, que reúne jornalistas, políticos e autoridades, havia sido cancelado em 25 de abril após um homem tentar forçar a passagem por um posto de segurança e disparar uma espingarda do lado de fora do salão de baile, onde Trump e membros de seu gabinete se acomodavam.
O suspeito, Cole Allen, declarou-se inocente em maio das acusações, que incluem tentativa de assassinato do presidente. O evento foi transferido para o hotel Waldorf Astoria e ocorrerá sob medidas de segurança reforçadas. O diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, disse na quarta-feira que uma equipe de preparação implementava um plano de segurança abrangente. "Esperamos que pessoas mal-intencionadas apareçam. É simplesmente a realidade", afirmou Curran.
Trump afirmou que o episódio demonstrou a necessidade de um salão de festas de US$ 400 milhões na Casa Branca, alegando que isso aumentaria a segurança. O jantar homenageará o agente Victor Gonzales, baleado em um posto de controle, que usava colete à prova de balas e foi a única pessoa ferida na noite. Funcionários do Washington Hilton que prestaram assistência também serão homenageados.
A gala, evento anual há mais de um século, arrecada fundos para bolsas de estudo em jornalismo e celebra a Primeira Emenda. Trump deve discursar, e o mentalista Oz Pearlman será o entretenimento. O incidente ocorreu na primeira participação de Trump como presidente no jantar, após boicotar o evento em anos anteriores.
Trump tem entrado em conflito com a mídia, processando veículos e criticando coberturas. Seu governo excluiu a Associated Press do grupo de imprensa da Casa Branca e restringiu acesso ao Pentágono. Na semana passada, Trump ameaçou revogar licenças de TVs que não transmitissem seu discurso sobre segurança eleitoral. A Casa Branca defendeu as medidas como proteção de informações confidenciais. Apesar disso, Trump tem dado acesso mais direto a repórteres, respondendo perguntas em aparições públicas.
Várias centenas de jornalistas e oito organizações assinaram uma carta instando a associação a condenar os ataques de Trump à Primeira Emenda. A presidente Weijia Jiang disse que o evento "será uma declaração de que a violência não tem lugar na vida norte-americana e que a imprensa livre não será intimidada".
Perguntas Frequentes
O que aconteceu no ataque ao jantar de correspondentes em abril?
Em 25 de abril, um homem tentou forçar a passagem por um posto de segurança no hotel Washington Hilton e disparou uma espingarda do lado de fora do salão de baile, onde Trump e membros de seu gabinete estavam. O evento foi cancelado.
Quem é o suspeito do ataque?
O suspeito é Cole Allen, que se declarou inocente em maio das acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente.
Onde será o jantar remarcado?
O jantar foi transferido para o hotel Waldorf Astoria, com medidas de segurança reforçadas.
Quem será homenageado no jantar?
O agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, baleado no ataque e considerado responsável por impedi-lo, será homenageado. Funcionários do Washington Hilton também serão lembrados.
Trump já participou do jantar de correspondentes antes?
Sim, esta foi a primeira participação de Trump como presidente no jantar, após boicotar o evento em anos anteriores de seu mandato.
Qual o propósito do jantar de correspondentes?
O evento anual arrecada fundos para bolsas de estudo em jornalismo e celebra a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão e de imprensa.