# Rybakina x Sabalenka: o que esperar da final do US Open

> A final do US Open entre Elena Rybakina e Aryna Sabalenka ocorre neste sábado, às 17h, em Flushing Meadows. Sabalenka busca o tricampeonato do torneio, enquanto Rybakina já está garantida como futura número 1 do mundo. O duelo vale título, liderança do ranking e história no tênis feminino.

*Portal Notícias MG · Eventos · 12 de setembro de 2026 · Inácio Bicalho*

Sabalenka busca o tricampeonato em Flushing Meadows, enquanto Rybakina chega garantida como futura número 1 do mundo. A final do US Open acontece neste sábado, às 17h, e o duelo vale título, ranking e história.

Aryna Sabalenka e Elena Rybakina decidem o título do US Open neste sábado (11), às 17h, no Arthur Ashe Stadium. A belarussa busca o tricampeonato consecutivo em Flushing Meadows. A cazaque, nascida na Rússia, chega com a garantia da liderança do ranking, que herdará da rival na segunda-feira (14).

É a terceira final de Grand Slam entre as duas, após duas decisões do Australian Open. Sabalenka venceu em 2023; Rybakina se vingou na atual temporada. No retrospecto geral, Sabalenka soma 10 vitórias e 7 derrotas contra a rival.

## O que está em jogo para cada lado

Sabalenka tenta se tornar a primeira mulher desde Serena Williams, em 2014, a conquistar três títulos consecutivos em Flushing Meadows. Uma vitória também garantiria o quinto título de Grand Slam, igualando-a a Maria Sharapova e Martina Hingis. A campanha em Nova York é sólida: cedeu apenas um set e venceu Jessica Pegula por 2 sets a 0 (7-5 e 6-2) na semifinal.

Rybakina busca consolidar um lugar entre a elite do tênis feminino. Um triunfo em Nova York seria o terceiro título de Grand Slam, após Wimbledon em 2022 e a vitória na Austrália no começo do ano. A trajetória até a final acontece pouco depois de um problema no tornozelo ter ameaçado a campanha antes mesmo de começar. Na semifinal, superou Coco Gauff por 2 a 1 (3-6, 6-4 e 6-4), em disputa mais acirrada que a da rival.

## Estilos opostos e pano de fundo

Os jogos de potência das duas produziram algumas das partidas mais emocionantes do circuito, mas o comportamento em quadra é distinto: a emotiva Sabalenka muitas vezes se alimenta da energia da torcida, enquanto a compostura de Rybakina raramente vacila. Considerando a nacionalidade de Sabalenka e as raízes russas de Rybakina, a disputa terá um pano de fundo geopolítico em meio à guerra da Rússia na Ucrânia e ao papel de Belarus como base para a invasão de Moscou ao vizinho em 2022. Sabalenka manteve o foco no tênis.

"Vai ser uma partida muito difícil", disse Sabalenka. "Ela saca muito bem e melhorou bastante o jogo de fundo de quadra ao longo dos anos. Vai ser uma partida difícil, tanto física, quanto mentalmente."

Rybakina também projetou equilíbrio. "Na maioria das vezes, os placares são apertados. É aí que as decisões fazem a diferença", afirmou a cazaque, de 27 anos. Sabalenka tem 28.

Quem acompanha o tênis feminino de perto sabe que o duelo costuma se decidir nos detalhes. Parte do ímpeto voltou a favorecer Sabalenka desde a final em Melbourne, com vitórias sobre Rybakina em Indian Wells e Miami, a caminho do Sunshine Double em março. Ainda assim, a compostura da rival diante da ocasião permanece: "Mesmo que algo dê errado na final, ainda terei outras oportunidades", disse Rybakina.

O que a torcida espera é um jogo de saques fortes e decisões nos momentos certos, como as duas vêm prometendo.

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