Rock in Rio: Cobra Coral recebeu pedido emergencial
Os fãs que estiveram no Rock in Rio 2026 na noite de sexta (11) não enfrentaram as chuvas que atingem o país. Segundo a Fundação Cobra Coral, a ausência de temporal no festival ocorreu porque a instituição atuou após receber um pedido emergencial.
O que se sabe até agora: a Fundação Cobra Coral diz ter atendido um pedido emergencial para atuar no Rock in Rio 2026; o porta-voz Osmar Tunikito Santos afirma que a solicitação não partiu de Roberto Medina, criador do festival; segundo ele, o pedido veio de uma pessoa jurídica que incluiu cláusula de confidencialidade no contrato; a fundação também nega que a Prefeitura do Rio de Janeiro tenha feito o chamado.
À CNN Brasil, Osmar Tunikito Santos, porta-voz da fundação, declarou que o pedido não partiu de Roberto Medina. "Apesar do carinho e respeito pelo Dr. Roberto Medina, o pedido partiu de outro interessado. Pessoa jurídica que colocou uma cláusula de confidencialidade no contrato e que respeitamos", explicou.
A negativa também alcança a Prefeitura do Rio de Janeiro. Outros portais noticiaram que o órgão municipal teria acionado o Cacique Cobra Coral para atenuar as chuvas na cidade durante o fim de semana. À CNN Brasil, Osmar esclareceu que não foi a prefeitura. "Foi uma empresa privada que atendemos há anos na área climática que solicitou e atendemos".
Os principais beneficiados, segundo a fonte, foram os artistas que se apresentaram no festival, como os coreanos Stray Kids, Hwasa e Nexz, Alok, Jamiroquai e PJ Morton.
Nas redes sociais, internautas brincaram com a situação. "Cara, não é possível que o Bang Chan pagou o Cacique Cobra Coral pra não chover no show, tô passada", disse uma pessoa, em referência a um dos integrantes da banda Stray Kids. Outra pessoa brincou que Alok contratou a fundação para não estragar seus drones.
A Fundação Cacique Cobra Coral é uma instituição esotérica com sede em Guarulhos, em São Paulo. Foi criada em 1931 com o objetivo de intervir em desequilíbrios naturais provocados pela ação humana. A organização é dirigida por Adelaide Scritori, médium que afirma canalizar o espírito do Cacique Cobra Coral, entidade que, segundo os preceitos da fundação, teria sido em vidas passadas personalidades como Galileu Galilei e Abraham Lincoln.
A principal atividade da fundação é realizar operações místicas para influenciar o clima, como atrair chuvas para bacias hidrográficas ou afastar tempestades em datas específicas.
O episódio reacende a discussão sobre a contratação de serviços esotéricos por eventos de grande porte. A fundação não revelou o nome da empresa contratante, protegida por cláusula de confidencialidade, o que mantém em aberto a origem do pedido. contratação de serviços esotéricos em eventos