Quem é MC Pipokinha, condenada após show com adolescentes
A Justiça condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas a pagar R$ 162,1 mil por danos morais coletivos após apresentação com conteúdo sexual explícito em espaço público, assistida por adolescentes de cerca de 14 anos, em Corumbá (MS).
A Justiça condenou a cantora Doroth Helena de Sousa Alves, conhecida como MC Pipokinha, e outras quatro pessoas envolvidas na realização do evento "Esquenta do Magrão", em Corumbá (MS), ao pagamento de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos. A decisão se baseia em apresentação com conteúdo sexual explícito em espaço público, assistida por adolescentes, incluindo jovens de cerca de 14 anos.
Aos 28 anos, a cantora catarinense cresceu em Tubarão (SC) e atualmente mora em São Paulo. Ela ganhou destaque no funk de rua, estilo conhecido como "mandelão", com letras ousadas e apresentações marcadas por movimentos sexuais e interação com o público. Entre as músicas que ajudaram a projetar a cantora estão "Bota na Pipokinha", "Eu sou a MC Pipokinha" e "Tira as Crianças da Sala".
Em entrevista, a cantora já explicou que a proposta de seu trabalho é levar para o palco as histórias contadas nas músicas. "É como se a história fosse a música, e o que eu apresento no meu espetáculo fosse um teatro", afirmou. Ela definiu o espetáculo como "um musical da putaria".
Nos shows, dançarinos interagem com fãs que se voluntariam para participar, com tapas e movimentos pélvicos. Pipokinha costuma aparecer de coroa e se apresentar como "rainha da putaria". As cenas, que a cantora afirma serem consentidas pelos fãs, repercutiram nas redes sociais.
A condenação em Corumbá (MS) marca um precedente sobre os limites de apresentações artísticas em espaço público quando há presença de menores. A decisão atinge não só a cantora, mas também os demais organizadores do evento, reforçando a responsabilidade coletiva em eventos abertos. justiça em eventos com menores