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Putin e Erdogan discutem usinas nucleares em cúpula

ResumoA cúpula da OCX em Bishkek reuniu Putin e Erdogan para discutir usinas nucleares. A conclusão da primeira unidade de Akkuyu, prevista para o final do ano, foi citada como marco da cooperação bilateral. A construção da central na Turquia avança com apoio técnico e financeiro da Rússia, consolidando a parceria energética entre os dois países.

Putin e Erdogan discutiram usinas nucleares à margem da cúpula da OCX, em Bishkek. Eles elogiaram a cooperação e citaram a conclusão da primeira unidade de Akkuyu, prevista para o final do ano.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 01 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Putin e Erdogan discutem usinas nucleares em cúpula

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, elogiaram a cooperação bilateral no setor energético, citando a conclusão da primeira unidade de geração da usina nuclear de Akkuyu, prevista para o final do ano. As conversas ocorreram na terça-feira (1º), à margem da cúpula da OCX (Organização de Cooperação de Xangai), em Bishkek, no Quirguistão.

"A usina nuclear de Akkuyu desempenha um papel muito importante nas relações entre Turquia e Rússia", disse Erdogan. Após a inauguração da primeira unidade, os dois países tomarão medidas para discutir novos projetos energéticos, acrescentou. Putin afirmou que as obras seguem conforme o cronograma.

Moscou e Ancara assinaram um acordo em 2010 para construir a usina com quatro reatores russos VVER-1200, mas o projeto enfrentou repetidos atrasos e entraves burocráticos. A corporação nuclear estatal russa Rosatom iniciou a construção em 2018. A entrada em operação, inicialmente prevista para 2023, agora está prevista para o final de 2026.

Após Moscou iniciar ação militar na Ucrânia em 2022, a pressão sobre o projeto aumentou. Embora a Rosatom não tenha sido alvo de sanções ocidentais, os riscos relacionados a pagamentos e outras questões permanecem.

Para quem acompanha o setor, a usina de Akkuyu é um símbolo da parceria entre os dois países. A conclusão da primeira unidade pode abrir caminho para novos acordos. Mas os atrasos mostram como a burocracia e o cenário geopolítico pesam em projetos desse porte.

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