# Piloto abatido no Irã relata resgate e operação dos EUA

> O piloto americano conhecido como Bravo, abatido no Irã em abril, relatou pela primeira vez os detalhes de seu resgate em entrevista ao programa 60 Minutes, exibida em 13 de abril. A operação mobilizou forças especiais dos Estados Unidos para retirar o militar do território iraniano.

*Portal Notícias MG · Eventos · 14 de setembro de 2026 · Inácio Bicalho*

Conhecido pelo codinome Bravo, o militar americano abatido no Irã em abril relatou pela primeira vez os detalhes do resgate que mobilizou forças especiais dos EUA, em entrevista ao programa 60 Minutes exibida neste domingo (13).

O militar americano resgatado do Irã depois de ter sido abatido em abril compartilhou pela primeira vez os detalhes da operação de resgate, em entrevista ao programa "60 Minutes", neste domingo (13). Conhecido pelo codinome "Bravo", usado para proteger sua identidade, ele contou que o paraquedas foi danificado quando o avião foi atingido.

Durante a queda livre, fez o que podia para "abrir ou puxar partes do paraquedas". "Foi a coisa mais aterrorizante que já vi", disse. A queda provocou fraturas na coluna, em um braço e em um ombro, além de torção no tornozelo e ferimentos com sangramento na cabeça e no rosto.

Depois de ejetar do F-15, o oficial de sistemas de armas conseguiu evitar ser detectado pelas forças iranianas que se aproximavam. Mesmo ferido, subiu uma montanha de cerca de 2.100 metros de altitude, equipado com pouco mais do que uma pistola, um dispositivo de comunicação e um sinalizador de localização. Enquanto o piloto da aeronave foi resgatado pouco depois da queda, "Bravo" só foi encontrado 50 horas mais tarde.

Os dois integrantes da tripulação não foram identificados publicamente pelo Pentágono, por preocupação com a segurança deles e para evitar a divulgação de informações sensíveis. "Assim que encontrei um lugar que achei que oferecia algum tipo de proteção, comecei a tentar estabelecer comunicação", disse "Bravo" à apresentadora da CBS Norah O'Donnell. "Quando tive um momento para olhar para trás e pensar em tudo o que havia acontecido, enviei 'Deus é bom'", acrescentou.

A operação envolveu centenas de militares e agentes de inteligência americanos, incluindo forças de operações especiais como a Delta Force, do Exército, e a SEAL Team Six, da Marinha. Antes do resgate, agentes da CIA realizaram uma campanha de desinformação para despistar o Irã, cujos líderes haviam oferecido recompensa pela captura do militar.

A transmissão exibiu imagens do Pentágono, posteriormente desclassificadas, mostrando uma equipe de resgate da Força Aérea dos EUA avançando para retirá-lo. Os militares americanos destruíram dois aviões de transporte MC-130J que aguardavam para retirar os comandos e o militar resgatado, após as aeronaves serem danificadas, deixando temporariamente mais de 90 integrantes das forças especiais isolados. Depois que todos foram resgatados, os EUA decidiram destruir os aviões para impedir que caíssem nas mãos dos iranianos e enviaram novas aeronaves para a retirada.

"Bravo" disse que toda a experiência permanecerá com ele. Ao ver seus resgatadores surgindo no alto da montanha, afirmou que aquele "foi um dos maiores momentos da minha vida" e que não sabia como expressar sua gratidão além de dizer "obrigado".

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