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Peru, 12 vezes campeão, vive crise similar ao caso Gabi

O vôlei peruano, 12 vezes campeão sul-americano e tradicionalmente o maior rival do Brasil no continente, atravessa grave crise política e financeira. Segundo o blog, as principais jogadoras da seleção não estarão no Rio de Janeiro por questões políticas. Angela Leiva, Flávia Montes, Isabella Sanches, Esmeralda Sanches e Maguilaura Frias, todas titulares, foram orientadas e pressionadas nos bastidores, alegaram questões físicas e não aceitaram a convocação, priorizando os contratos com os clubes.

A história, até onde o blog chegou, vai além. Flávia Montes, Isabella Sanches e Esmeralda Sanches jogam no Alianza Lima, clube que tem Cenaida Uribe, ex-jogadora da seleção, como gestora. Uma fonte ligada ao Peru, outra ex-jogadora do país com passagem pelo vôlei brasileiro em décadas passadas, confidenciou ao blog que Uribe é politicamente contra a administração do presidente da Federação, Gino Vegas.

Além de alegarem questões físicas e pedido do clube, as jogadoras exigiram salário para os treinamentos e a disputa do Sul-Americano no Rio de Janeiro. Angela Leiva, que joga na Turquia, e Maguilaura Frias, que atua na Espanha, adotaram o mesmo discurso. O técnico brasileiro Antônio Rizola, um dos maiores vencedores com a base do Brasil na gestão passada, terá em quadra praticamente o time B no Sul-Americano.

O caso, guardadas as devidas proporções, é semelhante ao que vive a seleção brasileira. Conforme o blog antecipou, o Conegliano foi contra a participação de Gabi na competição. A orientação é que a jogadora seja no máximo relacionada, poupada a maior parte do tempo e entrando em quadra sem correr risco. Apesar do compreensível discurso político de Gabi, no caso específico dela faz todo sentido.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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