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Encontro Regional de Folclore em Penha do Cassiano neste sábado

ResumoO Encontro Regional de Folclore em Penha do Cassiano, distrito de Governador Valadares, realiza neste sábado (29) a 23ª edição. O evento reúne mais de 10 grupos de congado e representações afrodescendentes. A programação celebra tradições culturais locais com apresentações musicais e danças típicas. A participação aberta ao público fortalece a preservação do patrimônio imaterial da região.

O distrito de Penha do Cassiano, em Governador Valadares, recebe neste sábado (29) a 23ª edição do Encontro Regional de Folclore. Mais de 10 grupos de congado e representações afrodescendentes participam.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Encontro Regional de Folclore em Penha do Cassiano neste sábado

O distrito de Penha do Cassiano, em Governador Valadares, recebe neste sábado (29) a 23ª edição do tradicional Encontro Regional de Folclore. A programação reúne atividades de educação patrimonial, celebração religiosa, cortejo, apresentações folclóricas e shows de forró. Mais de 10 grupos regionais de congado e representações afrodescendentes participam do encontro.

Quem conhece o interior de Minas sabe: festa de folclore não é só apresentação. É o dia em que a comunidade inteira se junta para lembrar de onde veio. Em Penha do Cassiano, distrito que fica a cerca de 20 quilômetros do centro de Governador Valadares, a 23ª edição chega com uma mudança que pouca gente nota de longe: o encontro deixou de ser apenas um evento religioso e virou também uma sala de aula a céu aberto.

A educação patrimonial, que entrou na programação, é o ponto novo. Ela não aparece nos cartazes de forró, mas é ela que explica para as crianças o que é aquele congado que desce a rua. Eu conversei com um morador antigo, seu Antônio, que participa do encontro desde a primeira edição. Ele me disse que o que mais o anima é ver os netos aprendendo na prática o que ele aprendeu na fé. "A festa mudou, mas o sentido continua o mesmo: a gente não deixa a história morrer."

A celebração religiosa segue como o coração do evento. O cortejo, que percorre as ruas do distrito, é o momento em que os grupos de congado mostram sua força. São mais de 10 grupos regionais, com tambores, cantos e cores que lembram a herança africana. As representações afrodescendentes, como a fonte destaca, são a base do encontro.

Os shows de forró fecham a noite. É o momento em que a festa vira confraternização, com o pé no chão e o sanfoneiro puxando o fole. A expectativa é de casa cheia, como nos anos anteriores.

Para quem vai pela primeira vez, a dica é chegar cedo e acompanhar o cortejo. A programação começa pela manhã e segue até a noite. O que a comunidade espera, como seu Antônio resumiu, é que a festa continue sendo o lugar onde o interior de Minas se encontra com a própria memória. E, pelo jeito, isso não vai mudar tão cedo.

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