Palanque em SP reflete estratégia de Flávio para consolidar base
O palanque de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, nesta segunda-feira (7), evidenciou a estratégia da campanha para falar com diferentes segmentos e consolidar a base eleitoral. No trio elétrico, aliados distribuíram-se por temas: segurança pública, economia, religião, combate à corrupção, defesa de Jair Bolsonaro e críticas a Moraes.
A divisão informal ficou clara nos discursos. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de SP, reforçou lealdade ao ex-presidente e cobrou resposta institucional da Corte sobre Moraes. Ricardo Nunes (MDB), prefeito paulistano, focou em economia e endividamento, articulando a estrutura política paulista.
André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), candidatos ao Senado, marcaram presença, com Derrite ancorado em segurança pública. Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa, representou o Nordeste. Daniella Marques criticou a "gastança" e os juros altos, falando a mulheres e mães. O pastor Silas Malafaia trouxe o tom religioso, pedindo o afastamento de Moraes.
Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer concentraram críticas ao ministro, mobilizando o eleitorado jovem das redes. Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, ligou o futuro político de Jair à eleição do filho. Bia Kicis (PL-DF) justificou a ausência de Michelle Bolsonaro, que cuida de Jair na prisão domiciliar. Também estiveram presentes Douglas Ruas, Sóstenes Cavalcante, Marco Feliciano, Sergio Moro e Deltan Dallagnol, cada um com um público específico: do eleitorado evangélico ao anticorrupção.
Para quem acompanha o noticiário político, a leitura é direta: o desenho do palanque tenta transformar cada aliado numa porta de entrada para o eleitor de Flávio. Resta ver se a soma desses perfis converte em votos no estado que é o maior colégio eleitoral do país.