# Odisséia 2: o que muda na volta de Ulisses a Itaca

> A Odisséia 2, de Homero, narra o retorno de Ulisses a Itaca após 20 anos, disfarçado de mendigo. A estratégia de se apresentar como Ninguém protege a identidade do herói e revela a violação da lei de Júpiter no palácio de Penélope. O disfarce expõe a corrupção dos pretendentes e prepara a vingança final.

*Portal Notícias MG · Eventos · 07 de setembro de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Na Odisséia 2, Ulisses volta a Itaca após 20 anos, disfarçado de mendigo. A estratégia de se apresentar como Ninguém protege sua identidade e expõe a quebra da lei de Júpiter no palácio de Penélope.

A Odisséia 2, publicada na coluna O Futuro é Inevitável, em 07/09/2026, mostra Ulisses voltando para casa, em Itaca, após 20 anos. Ele chega disfarçado de mendigo e se apresenta como Ninguém, conforme a epopeia de Homero. A estratégia não é nova: antes, na terra dos ciclopes, ele já havia fugido com o mesmo disfarce.

A escolha por se passar por Ninguém tem função clara. Protege sua identidade até entender o cenário. Na volta, Ulisses encontra o palácio tomado pelos pretendentes de Penélope, que comem, bebem e usam tudo sem limites. Penélope, sua mulher, resiste tecendo e desmanchando uma tapeçaria interminável. O filho, Telemaco, já adulto, completa o quadro.

Ao chegar, disfarçado, Ulisses é insultado e expulso pelos pretendentes, que o tomam por mendigo. Com isso, eles quebram a lei de Júpiter, o deus que honra estrangeiros e protege viajantes. A regra da hospitalidade, lembra a fonte, é não se demorar demais nem ficar só contando vantagens. É o que os invasores do palácio fazem, ignorando o costume sagrado.

A narrativa reforça que Ulisses, embora mestre em disfarces, também sabe quando se revelar. Na corte do rei Alcino, ele se apresenta como é, repetindo "Eu sou Ulisses" e enfatizando sua reputação. A glória de esperteza o acompanha por onde vai, até entre inimigos, com risco à própria vida. A reputação, para ele, vale mais que segurança.

A fonte cita ainda a descida de Ulisses ao Hades, o reino de Plutão, para consultar o adivinho Tiresias, já falecido. Lá, encontra Aquiles, o guerreiro imbatível que tinha o calcanhar como ponto fraco. A cena ilustra uma lição: até o mais forte tem vulnerabilidade. Homero descreve o mundo dos mortos como sombrio e desolado, sem descanso.

Ulisses aprende, com Tiresias, a escapar da morte usando artimanhas. As principais, segundo o texto, são vigilância, desconfiança constante, resiliência e determinação nos momentos de tensão. São essas qualidades que sustentam sua jornada e explicam sua sobrevivência.

A coluna encerra com uma reflexão sobre escolhas. Aquiles e outros heróis preferiram a morte a perder uma reputação gloriosa. Viver com riscos e ser lembrado, ou ser um Ninguém sem riscos: o dilema atravessa a epopeia e ainda ecoa hoje. Para quem acompanha a mitologia, a Odisséia 2 reforça que a esperteza de Ulisses não é só truque, é método de vida. A tendência, nos próximos meses, é que novos episódios explorem as consequências desse retorno em Itaca, sem prometer desfecho.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/eventos/odisseia-2/
