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Noites de música são motivo para sair de casa às quintas

ResumoBelo Horizonte consolidou a quinta-feira como noite de música ao vivo, com bares e restaurantes investindo em apresentações para atrair público antes do fim de semana. A programação musical semanal transformou o dia em alternativa de lazer com identidade própria na cidade, oferecendo opção para quem busca sair da rotina sem esperar sexta ou sábado.

A quinta-feira virou noite com identidade própria em Belo Horizonte. Bares e restaurantes usam música ao vivo para atrair quem quer sair da rotina sem esperar o fim de semana.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Noites de música são motivo para sair de casa às quintas

A quinta-feira deixou de ser apenas a antevéspera do fim de semana em Belo Horizonte. Em diferentes pontos da cidade, bares e restaurantes passaram a ocupar esse intervalo entre os dias úteis e o descanso com programação musical ao vivo, transformando a noite em um programa com identidade própria.

A quinta-feira virou uma noite com identidade própria em Belo Horizonte. Bares e restaurantes usam música ao vivo para atrair quem quer sair da rotina depois do trabalho, sem a disputa por público da sexta e do sábado.

Para a professora dos cursos de gastronomia do UniBH e do Le Cordon Bleu Larissa Fernandes, a quinta reúne uma característica que interessa tanto ao consumidor quanto aos estabelecimentos: a sensação de que o fim de semana está próximo, mas sem a mesma concorrência por público. "Na sexta e no sábado, você não precisa convencer tanto a pessoa a sair, porque ela já está procurando o que fazer. Na quinta acho que precisa existir um motivo. E a música pode ser esse motivo", afirma Larissa.

No Lagar Tragaluz, Bairro Lourdes, Região Centro-Sul de BH, as apresentações de jazz ajudam a transformar o jantar em um momento mais longo e compartilhado. A casa cobra R$ 20 de couvert artístico. "A resposta do público foi mostrando que havia espaço para esse formato e que a combinação entre gastronomia, ambiente e música fazia sentido para a casa", diz o diretor-executivo do grupo Tragaluz, Pedro Navarro.

No cardápio, itens que favorecem a permanência e o compartilhamento ganham espaço, como panelinha de cogumelos, gema aquecida, queijo curado e pão da casa (R$ 73) e carpaccio com capperini, noz pecã caramelada, mostarda, azeite e nuvem de parmesão (R$ 69).

No Cozinha Santo Antônio, Bairro Santo Antônio, também na Centro-Sul, a quinta foi escolhida pelo mesmo intervalo entre a rotina e o fim de semana. A chef Juliana Duarte define o dia como "aquele dia gostoso que já é quase fim de semana, mas não é ainda". A programação reúne música, poesia e gastronomia, com artistas de MPB e chorinho, além de projetos autorais.

A escolha musical, diz Larissa Fernandes, comunica quem o estabelecimento é e quem deseja atrair. "A música diz muito sobre o lugar. Se eu falo que determinado restaurante tem jazz toda quinta, provavelmente você já começa a imaginar uma atmosfera. Se eu falo samba, você imagina outra."

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