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Coritiba x Palmeiras: duelo histórico com mulheres presidentes na Série A

ResumoCoritiba e Palmeiras realizam o primeiro confronto entre clubes presididos por mulheres na Série A do Campeonato Brasileiro. Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Marianna Libano, presidente do Coritiba, representam um marco na gestão feminina no futebol brasileiro. O duelo ocorre nesta quarta-feira, 22.

Coritiba e Palmeiras fazem história nesta quarta-feira, 22, ao protagonizarem o primeiro confronto entre clubes presididos por mulheres na Série A. Leila Pereira, do Palmeiras, e Marianna Libano, do Coritiba, representam um avanço na presença feminina na gestão do futebol brasile

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 22 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Coritiba x Palmeiras: duelo histórico com mulheres presidentes na Série A

O confronto entre Coritiba e Palmeiras, válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, será histórico fora de campo. Pela primeira vez na Série A, duas presidentes mulheres comandam clubes que se enfrentam. Leila Pereira, no Palmeiras desde 2021, e Marianna Libano, eleita em dezembro de 2024, representam um marco na presença feminina na elite do futebol brasileiro.

Duelo histórico entre presidentes mulheres na Série A

A partida desta quarta-feira (22), às 19h30 (de Brasília), no Couto Pereira, coloca frente a frente dois modelos de gestão. Enquanto Leila Pereira preside um clube associativo, Marianna Libano lidera o Coritiba, que adotou a Sociedade Anônima de Futebol (SAF) em 2023. Ela é presidente do clube associativo, com assento no Conselho de Administração da SAF.

Leila Pereira: trajetória e títulos no Palmeiras

Natural de Cambuci (RJ), Leila Pereira é formada em jornalismo e direito. Foi eleita para o primeiro mandato em 2021, já sendo patrocinadora do clube desde 2015 com a Crefisa e a Faculdade das Américas. Em 2024, foi reeleita para o triênio 2025-27. Sob sua gestão, o Palmeiras conquistou oito títulos no futebol masculino: dois Brasileiros (2022 e 2023), quatro Paulistas (2022, 2023, 2024 e 2026), uma Recopa (2022) e uma Supercopa (2023).

Marianna Libano: reconstrução e acesso no Coritiba

Advogada e associada do Coritiba desde 2010, Marianna Libano foi eleita em dezembro de 2024 com quase 80% dos votos. Em seu primeiro ano de mandato, o Coxa foi campeão da Série B e retornou à elite após três anos. Ela assumiu o clube em um momento de reconstrução, diferente da realidade do Palmeiras.

Inspiração e desafios para mulheres no futebol

Leila Pereira tornou-se inspiração para outras mulheres, incluindo Marianna. "A Leila é, sim, uma inspiração para diversas mulheres no Brasil, inclusive para mim. Ela demonstra toda a força, conhecimento e capacidade que as mulheres sempre tiveram", afirmou Marianna. Em janeiro de 2024, Leila convocou entrevista coletiva só para mulheres, gerando debate. "Nós, mulheres, não queremos privilégio, queremos ter a oportunidade de mostrarmos que somos competentes", disse ela.

Apesar do avanço, o cenário ainda é desafiador. Levantamento do ge de março de 2026 mostra que, entre os 20 clubes da Série A, apenas 1,7% das funcionárias mulheres atuam na gestão, e 0,4% em comissões técnicas.

O jogo: liderança contra reação

O Palmeiras lidera o Brasileirão com 41 pontos e apenas uma derrota. O Coritiba é o sétimo colocado com 26 pontos e busca se aproximar do G4. A partida será no Couto Pereira.

Perguntas Frequentes

Quem são as presidentes de Coritiba e Palmeiras?

Leila Pereira preside o Palmeiras desde 2021, e Marianna Libano foi eleita presidente do Coritiba em dezembro de 2024.

Qual é o histórico do confronto entre presidentes mulheres?

É a primeira vez na história da Série A que dois clubes presididos por mulheres se enfrentam.

Quantos títulos Leila Pereira conquistou no Palmeiras?

Oito títulos no futebol masculino: dois Brasileiros, quatro Paulistas, uma Recopa e uma Supercopa.

Quando Marianna Libano assumiu o Coritiba?

Em dezembro de 2024, para o triênio 2025-27.

Qual é a participação feminina na gestão dos clubes da Série A?

Apenas 1,7% das funcionárias mulheres ocupam cargos de gestão, segundo levantamento do ge de março de 2026.

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