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Cleitinho cobra propostas dos presidenciáveis para Minas

ResumoCleitinho Azevedo (Republicanos) cobrou, em Nova Serrana, propostas concretas dos presidenciáveis para Minas Gerais. O parlamentar citou a dívida do estado e exigiu contrapartidas claras após as eleições. A declaração ocorreu durante evento político no município, onde o republicano destacou a necessidade de compromissos formais com a pauta mineira.

Em Nova Serrana, Cleitinho Azevedo (Republicanos) cobrou dos presidenciáveis propostas para Minas Gerais, citando a dívida do estado e a necessidade de contrapartida após as eleições.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 06 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Cleitinho cobra propostas dos presidenciáveis para Minas

O candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), usou um encontro com prefeitos e lideranças em Nova Serrana, no Centro-Oeste mineiro, neste sábado (5/9), para desafiar os presidenciáveis a apresentarem propostas para o estado. O foco principal foi a dívida de Minas Gerais com a União. "Minas Gerais é decisiva para quem quer chegar à Presidência da República. Mas, depois da eleição, o que o estado recebe em troca?", cobrou.

O peso eleitoral de Minas explica a cobrança. Com 16,3 milhões de eleitores, o equivalente a 10,32% do eleitorado brasileiro, o estado fica atrás apenas de São Paulo, que concentra cerca de 34 milhões de eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O histórico reforça o bordão "quem ganha em Minas, ganha no Brasil": desde 1945, o candidato mais votado pelos mineiros venceu a eleição presidencial em 12 das 13 disputas democráticas, com exceção de Getúlio Vargas em 1950. Em 2014, 2018 e 2022, os percentuais dos vencedores em Minas ficaram muito próximos dos nacionais.

Cleitinho afirmou que, se eleito, seu primeiro ato será procurar o presidente da República eleito para tratar dos interesses mineiros. "Eu quero fazer um desafio a cada presidenciável para poder fazer um debate democrático comigo, porque eu quero saber quais são as propostas dos presidenciáveis para Minas Gerais", disse. Ele criticou o custo mensal da dívida: "A gente tem que pagar R$ 100 milhões por mês de dívida. Esses R$ 100 milhões poderiam estar voltando para Minas Gerais", apontou, defendendo que esses recursos poderiam financiar infraestrutura e saúde.

O candidato também criticou a distribuição de recursos federais. "Quando você fatia o bolo, a fatia maior fica no governo federal. Todos os impostos que vocês pagam vão entrar lá; aqui fica só 30%, 20%", afirmou. Ele prometeu manter relação de cobrança com o presidente eleito, independentemente da posição política.

A relação com os municípios foi outro ponto da agenda. Cleitinho destacou a experiência do candidato a vice-governador, Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios. "O Falcão foi prefeito, ele sabe a realidade do município", disse. Ele prometeu gabinete aberto aos prefeitos: "Independentemente de quem vai me apoiar e quem não vai me apoiar, passou a eleição, o gabinete do Cleitinho e do Falcão estará de portas abertas para atender todos os 853 prefeitos".

A cobrança de Cleitinho coloca na mesa um tema caro aos mineiros: a dívida do estado e o retorno dos impostos pagos à União. Para o eleitor do interior, a pergunta que fica é se os presidenciáveis vão responder ao desafio com propostas concretas para além do período eleitoral.

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