Mauro Galvão relembra partida no Estádio Municipal de Juiz de Fora
Mauro Galvão esteve em Juiz de Fora na última sexta-feira (11) para sessão de autógrafos e fotos. O ex-zagueiro relembrou amistoso no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio e defendeu mais presença do futebol local no cenário mineiro.
Mauro Galvão cedeu uma sessão de autógrafos e fotos em Juiz de Fora na última sexta-feira (11). Hoje, a rotina do ex-zagueiro é mobilizar fãs para reencontros. Nem sempre foi assim: quando ainda atuava, ele já jogou na cidade, embora não se recorde dos times que entraram em campo na ocasião.
"Joguei, acho, uma partida amistosa no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. É um estádio muito bom, por sinal. Não sei como está hoje", contou.
Mauro Galvão também falou sobre a expectativa em torno dos clubes de Juiz de Fora. Para ele, seria importante que as equipes locais voltassem a jogar e fossem mais presentes no futebol mineiro. "Seria muito importante para a cidade e para aqueles que gostam de futebol. Poderão vir até aqui, ver o município e, também, o futebol, que faz parte do contexto", afirmou.
Conquistas na carreira
Zagueiro de qualidade técnica, mesmo sem ser dos mais altos, Mauro Galvão acumulou títulos. O clube em que foi mais vitorioso é o Vasco, onde conquistou a Libertadores, foi bicampeão brasileiro e campeão da Copa Mercosul. Também teve passagem relevante por Botafogo e Bangu, além de ter sido campeão brasileiro pela dupla de rivais Grêmio e Internacional. Com a Seleção Brasileira, venceu a Copa América de 1989.
Quando perguntado sobre os jogos mais importantes da carreira, cita três. "O primeiro sempre é muito importante. Um dos meus primeiros jogos pelo profissional, no Internacional, foi um Gre-Nal. É um jogo sempre muito difícil e importante. E eu estava começando a minha carreira, com 17 anos. Tem uma tensão muito grande. Depois, a vitória com o Vasco na conquista da Libertadores, quando ganhamos tanto em casa quanto lá fora. São jogos inesquecíveis, que ficam para sempre", recorda.
Sobre a dupla de zaga preferida, evita escolher uma. "Sou um cara de sorte, só joguei com bons zagueiros", diz. "Gostei de jogar com vários jogadores e tive a felicidade de jogar com bons companheiros de posição. Mauro Pastor, logo que eu comecei no Inter; Wilson Gottardo, no Botafogo; Aloísio, também no Inter; Odvan, no Vasco; Aldair e Ricardo Gomes, na Seleção Brasileira."
Saudade dos gramados
Quem esteve na sessão de autógrafos pôde notar que o ex-atleta mantém o físico em forma. Questionado se sente saudade da época de jogador, Mauro não hesita: "sim, muita saudade". Na visão dele, isso só seria possível se o envolvido não gostasse de futebol. "Para quem gosta, e joga, é difícil encerrar a carreira. Estou sempre brincando, fazendo alguma coisa, participando daqueles jogos festivos e beneficentes. Não dá para parar", brinca.
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A passagem de Mauro Galvão por Juiz de Fora reforça o apelo do futebol como elo entre a cidade e sua memória esportiva. Nos próximos meses, a tendência é que eventos com ex-jogadores sigam atraindo público local, sem que isso se traduza necessariamente em retorno dos clubes da cidade ao calendário profissional.