Lula vai a Montes Claros nesta quinta-feira (17/9)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Minas Gerais nesta semana para uma agenda de campanha em Montes Claros, no Norte do estado. Na quinta-feira (17/9), o petista participa de uma caminhada ao lado do candidato ao governo do estado, Patrus Ananias (PT).
A caminhada está marcada para a avenida Queluz, no bairro Maracanã. Após cerca de 1 km, o ato termina na Praça Antônio Jorge da Silva. As candidatas ao Senado do "Time do Lula", Áurea Carolina (Psol) e Marília Campos (PT), também estarão presentes.
Natural de Bocaiuva, Patrus Ananias tem forte ligação com o Norte de Minas. O município fica a cerca de 50 km de Montes Claros, e a escolha do palco para o ato não é aleatória: a região é historicamente um reduto eleitoral do campo político que o candidato representa. A caminhada funciona como teste de mobilização em território onde o PT costuma ter desempenho acima da média estadual.
O que muda nesta agenda
Esta é a terceira visita de Lula a Minas durante a campanha. As duas anteriores foram em Belo Horizonte, ainda em agosto. Ele também passou por Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, mas para ato institucional da Presidência, não de campanha.
A diferença de Montes Claros em relação às agendas anteriores é o formato. Em Belo Horizonte, os atos se concentraram na capital, onde a disputa estadual costuma ser mais competitiva. No Norte, a aposta é no vínculo regional de Patrus Ananias e na presença das duas candidatas ao Senado, que puxam votos em chapas proporcionais.
O percurso curto, de cerca de 1 km entre a avenida Queluz e a Praça Antônio Jorge da Silva, também sinaliza um ato controlado, com começo e fim definidos em bairro específico, em vez de uma marcha por vias centrais.
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O que observar no ato
A presença de Áurea Carolina (Psol) e Marília Campos (PT) na mesma caminhada indica esforço de palanque único no estado, com as duas candidaturas ao Senado alinhadas ao "Time do Lula". O desempenho conjunto em Montes Claros serve como termômetro para a campanha medir se o discurso nacional cola no eleitorado do Norte de Minas, região que costuma decidir margens apertadas no estado.
A agenda desta quinta-feira não traz anúncio de política pública nem ato institucional. É campanha pura, com caminhada e discurso. O que se mede ali é adesão, não entrega de governo.