Lituânia confunde pássaros com drones e aciona caças da Otan
Alerta aéreo fechou o aeroporto de Vilnius neste domingo (13) após suposto avistamento de drone. A Otan acionou um caça, mas a identificação visual revelou que o sinal era um bando de pássaros.
A Lituânia informou que o suposto avistamento de um drone em seu espaço aéreo no domingo (13), que levou ao fechamento do aeroporto de Vilnius e ao acionamento de pelo menos um caça da Otan, era, na verdade, um bando de pássaros.
O alerta aéreo foi suspenso e o aeroporto reabriu em 38 minutos, depois que o caça da Otan realizou uma identificação visual, segundo o Centro Nacional de Gestão de Crises da Lituânia.
O que mudou com a identificação visual
O caça foi acionado a partir de Siauliai, no norte da Lituânia, onde a Força Aérea Italiana está atualmente sediada como parte da missão de defesa aérea da Otan para os países bálticos, informou o centro.
Em comunicado, o órgão explicou por que o alarme soou antes da confirmação visual: "Nas leituras iniciais de radar, os sinais deixados por pássaros e drones podem ser semelhantes".
A explicação aponta para uma limitação técnica do monitoramento: o radar capta o sinal, mas nem sempre distingue de imediato a natureza do objeto. A verificação visual, feita pelo caça, é o passo que confirma ou descarta a ameaça.
O episódio ocorre em um contexto de atenção redobrada no norte da Europa. A incursão de drones militares no espaço aéreo da Finlândia, Estônia, Letônia e Lituânia tem gerado preocupações de que a guerra na Ucrânia esteja se expandindo para as fronteiras do norte da Otan com a Rússia.
Na capital lituana, a Maratona de Vilnius, que ocorria no mesmo dia, não foi interrompida, segundo os organizadores informaram à Reuters.
O que observar daqui para frente
O caso expõe a margem de erro embutida em qualquer sistema de alerta baseado em radar. Um sinal ambíguo pode parar um aeroporto e mobilizar um caça em poucos minutos, mesmo quando a ameaça real é um grupo de aves.
A rotina de defesa aérea da Otan nos bálticos segue operando a partir de Siauliai, com a Força Aérea Italiana na função de prontidão. Novos avistamentos na região tendem a repetir o mesmo protocolo: leitura de radar, acionamento de caça e identificação visual antes de qualquer confirmação.