Lajinha ganha voz e presença na 28ª Bienal do Livro de SP
A literatura lajinhense atravessou as montanhas de Minas Gerais e chegou ao maior encontro literário do país. Na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o acadêmico Márcio Hübner de Miranda, natural de Lajinha, representou o município como escritor e levou ao público nacional a memória, as raízes e a identidade de sua terra.
Membro da ALLC (Academia Lajinhense de Letras e Cultura) e da Academia de Letras do Brasil, Minas Gerais, Seccional Zona da Mata de Minas, Márcio Hübner de Miranda participou do evento com duas obras. No estande da Rua J, nº 76, apresentou e lançou o livro "A História de Lajinha - Do Legado à Emancipação, Raízes e Transformações da Cidade Mineira", dedicado ao resgate histórico e cultural do município. Já no estande da Rua L, nº 02, marcou presença na coletânea "Amor em Verso e Prosa", antologia literária para a qual foi selecionado ao lado de autores de diferentes regiões do Brasil.
O que a participação representa para Lajinha
A presença na Bienal vai além da conquista pessoal do autor. Para quem acompanha a cena cultural da Zona da Mata mineira, trata-se de uma oportunidade de fazer ecoar o nome de Lajinha e de toda a região em um dos mais importantes palcos da literatura brasileira. A publicação do livro histórico funciona como um exercício de memória: é o testemunho de uma terra narrada por quem conhece suas raízes e compreende que preservar a história é também garantir que as futuras gerações saibam de onde vieram.
Durante o evento, o acadêmico concedeu entrevistas, participou de sessões de autógrafos e dialogou com leitores, escritores e visitantes. A circulação em dois estandes distintos, um dedicado à obra histórica e outro à antologia poética, colocou a produção lajinhense em contato direto com o público que frequenta a Bienal.
Cultura do interior em evidência
A participação reafirma a força da cultura produzida no interior de Minas e mostra que grandes histórias não precisam nascer nas metrópoles. Elas podem brotar de uma pequena cidade, de suas ruas, de seus rios, de suas montanhas e de sua gente. Quando um escritor escreve sobre sua terra, leva consigo a memória de um povo. Foi assim que Lajinha chegou à Bienal: não apenas como nome de uma cidade mineira, mas como memória viva e identidade cultural transformada em literatura.
Para moradores e produtores culturais da região, o efeito é concreto: a obra passa a circular em um circuito nacional, e o nome do município ganha registro em um espaço de visibilidade que costuma ser dominado por autores de grandes centros. A cidade, por meio de suas páginas, também esteve lá.