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Eleição ONU 2026: interesses por trás da escolha do novo secretário-geral

ResumoEleição ONU 2026 para secretário-geral envolve sete candidatos, com Michelle Bachelet e Rafael Grossi como favoritos. O processo exige nove votos no Conselho de Segurança e ausência de veto dos cinco membros permanentes. A sucessão de António Guterres, que deixa o cargo após uma década, reflete interesses geopolíticos e negociações entre potências mundiais.

No fim de 2026, António Guterres deixa a ONU após uma década. O processo de sucessão começa com a primeira votação no Conselho de Segurança, que avalia sete candidatos. Michelle Bachelet e Rafael Grossi são os favoritos, mas precisam de nove votos e nenhum veto dos cinco membros

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 30 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Eleição ONU 2026: interesses por trás da escolha do novo secretário-geral

O futuro da ONU: os interesses por trás da eleição para a Secretaria-Geral das Nações Unidas

A eleição para a Secretaria-Geral da ONU em 2026 começa a ser definida nesta quinta-feira (30), com a primeira votação no Conselho de Segurança. O atual secretário-geral, António Guterres, deixa o cargo no fim deste ano, depois de uma década no comando das Nações Unidas. Sete candidatos disputam o posto, mas dois nomes aparecem como prováveis favoritos: a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o argentino Rafael Grossi.

Como funciona o processo de eleição na ONU

O processo para escolher o novo chefe da ONU tem várias etapas. A mais importante começa agora: os representantes dos 15 países que compõem o Conselho de Segurança informam se "encorajam", "não encorajam" ou "não têm opinião" em relação a cada candidato. Para vencer, o candidato precisa de nove votos a favor e nenhum voto contra dos cinco países com poder de veto: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.

Quem são os favoritos: Michelle Bachelet e Rafael Grossi

Entre os sete candidatos, dois se destacam. Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, já liderou o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU. Rafael Grossi, argentino, é o atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Ambos precisam de apoio suficiente no Conselho de Segurança para avançar, e a disputa envolve interesses geopolíticos de grandes potências.

Os interesses por trás da escolha

A eleição ocorre em um momento de crise profunda para a ONU. O jornalista Marcelo Lins, comentarista e apresentador do GloboNews Internacional, analisa o cenário em entrevista ao podcast O Assunto. Lins explica quem são os principais candidatos, quais países os apoiam e o que pode mudar a partir da nova gestão. Entre os fatores em jogo, estão as relações com os Estados Unidos, que, segundo reportagem, teriam interesse em que o presidente da Fifa dispute a eleição.

A crise da ONU e o que esperar da nova gestão

A organização enfrenta desafios como conflitos armados, crise climática e desigualdade global. A escolha do novo secretário-geral pode influenciar o rumo das Nações Unidas. Marcelo Lins aponta que o novo chefe terá que lidar com pressões de diferentes blocos de poder, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.

Brasil e os indicadores da ONU

Em paralelo, o Brasil melhorou indicadores sobre segurança alimentar e segue fora do Mapa da Fome, segundo a ONU. O país também aparece em relatórios sobre HIV: cerca de 570 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2025, e um programa da ONU alerta para cortes na prevenção.

Perguntas Frequentes

Quando termina o mandato de António Guterres?

No fim de 2026, após uma década no cargo.

Quantos candidatos disputam a Secretaria-Geral?

Sete candidatos, segundo o Conselho de Segurança.

Quais países têm poder de veto no Conselho de Segurança?

Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.

O que é necessário para vencer a eleição?

Nove votos a favor e nenhum voto contra dos cinco membros com poder de veto.

Quem são os principais favoritos?

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o argentino Rafael Grossi.

O que Marcelo Lins analisa sobre o processo?

O jornalista comenta quem são os candidatos, os países que os apoiam e o que pode mudar na ONU com a nova gestão.

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