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FIEMG debate minerais críticos e amplia diálogo internacional

ResumoA Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) sediou debate sobre minerais críticos, transição energética e cooperação internacional. O encontro reuniu representantes de China, EUA, Canadá, Japão, Chile e Finlândia. A FIEMG ampliou o diálogo global para posicionar Minas Gerais como protagonista na cadeia de suprimentos de minerais estratégicos. A pauta incluiu parcerias tecnológicas e investimentos em mineração sustentável.

Federação das Indústrias de MG debateu minerais críticos, transição energética e cooperação internacional com representantes de China, EUA, Canadá, Japão, Chile e Finlândia.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 27 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
FIEMG debate minerais críticos e amplia diálogo internacional

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) reuniu representantes da indústria e de diferentes países nesta terça-feira (18/8), em Belo Horizonte, para debater minerais críticos, transição energética e o desenvolvimento de cadeias produtivas de maior valor agregado. O encontro conjunto dos conselhos de Relações Internacionais, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Câmara de Metalurgia, Siderurgia e Mineração discutiu terras raras, lítio, cobre, inovação tecnológica, processamento mineral, investimentos e cooperação internacional.

Na abertura, o presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEMG, Alexandre Mello, destacou o caráter transversal da agenda de minerais críticos e sua relação com questões econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas. Segundo ele, o Brasil reúne oportunidades, mas precisa ampliar a pesquisa mineral e avançar na transformação de seus recursos em desenvolvimento econômico e tecnológico. "Temos uma agenda ampla pela frente, com desafios e oportunidades que exigem diálogo entre indústria, governo, academia e parceiros internacionais", afirmou.

O presidente da Câmara de Metalurgia, Siderurgia e Mineração, Bruno Melo, chamou atenção para a necessidade de identificar obstáculos que possam retardar o desenvolvimento do setor. Já Mário Campos, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, relacionou o desenvolvimento mineral à transição energética, à descarbonização e ao licenciamento ambiental: "Nosso desafio é transformar todo esse potencial em desenvolvimento efetivo para Minas Gerais e para o Brasil".

Na palestra "Terras Raras, Inovação e Autonomia Tecnológica", o coordenador do CIT SENAI ITR, André Luís Pimenta, apresentou oportunidades na cadeia de terras raras e destacou o potencial mineiro de avançar além da extração. "O verdadeiro valor estratégico surge quando conseguimos agregar conhecimento e tecnologia à transformação desse recurso", disse.

A relação com a China foi abordada pelo cônsul comercial do país no Rio de Janeiro, Jing Yanhui, que citou complementaridades industriais e possibilidades de cooperação em minerais críticos e indústria verde. A cônsul comercial do Canadá, Helen Belgrave, tratou de ampliar parcerias em exploração, processamento, engenharia e tecnologia. O conselheiro econômico da Embaixada dos EUA, Matthew Lowe, destacou o potencial brasileiro para processamento e refino. O cônsul honorário do Japão, Wilson Nélio Brumer, defendeu maior competitividade brasileira. Ronald Monsalve Helfant, da Comissão Chilena do Cobre (Cochilco), falou sobre agenda sul-americana para cobre e lítio.

A cônsul honorária da Finlândia, Patrícia Coutinho, apresentou a experiência finlandesa na cadeia integrada do lítio, com possibilidades de aplicação no Vale do Lítio, no Jequitinhonha. Um projeto finlandês que integra mineração e refino químico de alta pureza para baterias, com rota alcalina, reduz em até 60% o consumo de água em comparação aos processos tradicionais.

No encerramento, Alexandre Mello abordou a ampliação das tarifas dos Estados Unidos e seus impactos sobre setores da economia mineira, como máquinas, materiais elétricos, rochas ornamentais, químicos e joias. Parte dos produtos foi preservada, entre eles café, carne bovina, suco de laranja, petróleo, celulose, medicamentos, aeronaves, ferroligas, ouro, minérios e insumos críticos. "As negociações diplomáticas com os Estados Unidos continuam. A expectativa é que seja possível avançar no diálogo sem a necessidade de contramedidas", afirmou.

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