FIEMG debate minerais críticos e amplia diálogo internacional
Na terça (18/8), a FIEMG debateu minerais críticos e cooperação internacional em Belo Horizonte. Representantes de China, Canadá, EUA e Japão discutiram terras raras, lítio e cobre. Entenda o impacto para a indústria mineira.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) reuniu, na terça-feira (18/8), em Belo Horizonte, representantes da indústria e de diferentes países para discutir minerais críticos, transição energética e cadeias produtivas de maior valor agregado. O encontro foi uma reunião conjunta do Conselho de Relações Internacionais, do Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Câmara de Metalurgia, Siderurgia e Mineração.
Na abertura, o presidente do Conselho de Relações Internacionais, Alexandre Mello, disse que o Brasil tem oportunidades, mas precisa ampliar a pesquisa mineral e transformar recursos em desenvolvimento econômico e tecnológico. "Temos uma agenda ampla pela frente", afirmou. Bruno Melo, presidente da Câmara, defendeu prioridade ao setor. Mário Campos, do Conselho de Meio Ambiente, ligou o desenvolvimento mineral à descarbonização e citou desafios no licenciamento ambiental.
Na palestra "Terras Raras, Inovação e Autonomia Tecnológica", o coordenador do CIT SENAI ITR, André Luís Pimenta, mostrou que o valor aumenta da mineração ao refino e à produção de ímãs. O cônsul comercial da China no Rio, Jing Yanhui, falou em complementaridades com o Brasil. A cônsul do Canadá, Helen Belgrave, citou cooperação em processamento e tecnologia. Matthew Lowe, dos EUA, destacou que o Brasil pode desenvolver cadeia industrial completa. Wilson Nélio Brumer, do Japão, pediu mais competitividade.
Ronald Monsalve Helfant, da Cochilco, defendeu uma agenda sul-americana para cobre e lítio. A cônsul honorária da Finlândia, Patrícia Coutinho, apresentou experiência em lítio para o Vale do Lítio, no Jequitinhonha. Um projeto finlandês integra mineração e refino químico, com rota alcalina que reduz em até 60% o consumo de água. Também participou Felipe Roberto da Silva, da Metsu.
No encerramento, Mello tratou das tarifas dos EUA, que preservaram café, minérios e insumos críticos, mas afetam máquinas, rochas ornamentais e joias. Ele citou a Lei de Reciprocidade Econômica em avaliação pelo governo brasileiro e a continuidade das negociações diplomáticas. As fotos estão no Flickr do Sistema FIEMG.
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