Feito Pipa, com Lázaro Ramos, é escolha do Brasil no Oscar
'Feito pipa', longa de Allan Deberton com Lázaro Ramos, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional. Duas produções mineiras ficaram pelo caminho.
O longa "Feito pipa", dirigido por Allan Deberton, é o filme escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema nesta quarta (16/9).
A escolha passou por um processo em etapas. Quinze longas haviam sido habilitados, e uma semana antes do anúncio final, em 9/9, a Academia divulgou uma primeira lista com seis finalistas. O modelo segue o da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar.
Duas produções mineiras estavam na disputa e não avançaram: "Nosso segredo", de Grace Passô, e "Vicentina pede desculpas", de Gabriel Martins.
O que a Academia viu no filme
A presidente da Comissão de Seleção, Clélia Bessa, explicou os critérios em nota: "O filme tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e, ao mesmo tempo, traz uma forte identidade brasileira à parte de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude. E ele já foi premiado em festivais internacionais importantes".
O longa tem Lázaro Ramos no elenco e acumula prêmios fora do país, segundo a Academia. A narrativa ambientada no interior cearense foi um dos pontos destacados pela comissão.
O caminho até a estatueta
A disputa está só começando. Dezenas de produções de todo o mundo concorrem, ano após ano, às cinco vagas de Melhor Filme Internacional. A shortlist do Oscar será anunciada em 15 de dezembro, quando a Academia apresenta os 15 títulos pré-selecionados.
É nessa etapa que a briga se acirra, porque os 15 pré-selecionados passam a disputar as cinco vagas finais. O anúncio geral da 99ª edição do Oscar será em 21 de janeiro de 2027. A premiação em Los Angeles está marcada para 14 de março.
Para o cinema brasileiro, a indicação tem efeito direto na cadeia produtiva: distribuição internacional, janela de exibição e visibilidade para equipes técnicas e elencos. É o tipo de movimento que costuma repercutir na produção regional dos anos seguintes, ainda que sem garantia de resultado.
Nos próximos meses, o filme entra na temporada de exibições e eventos de premiação, quando a Academia divulga a shortlist. Até lá, a campanha brasileira se concentra em festivais e sessões para votantes.