Exposibram: livro mostra transformações em áreas de mineração
Livro apresentado na Exposibram 2026 reúne mais de 30 casos de antigas áreas de mineração em São Paulo que viraram parques, estádios e comércios. Obra propõe novo olhar sobre o legado da atividade.
A mineração está presente na história e no desenvolvimento das cidades de maneiras que nem sempre são percebidas pela sociedade. É o que revela o livro "Transformações das Áreas de Minerações de Agregados e Industriais no Estado de São Paulo", que reúne mais de 30 casos de antigas áreas de mineração que, após o encerramento das atividades e processos de transformação, passaram a desempenhar novas funções. São espaços que hoje fazem parte da paisagem urbana, mas cuja história mineral permanece desconhecida para grande parte da população.
A obra foi apresentada durante a Exposibram 2026, realizada de 24 a 27 de agosto, em Belo Horizonte (MG), um dos principais eventos da mineração brasileira. A edição reuniu mais de 112 mil participantes, 900 empresas expositoras, 200 painelistas e representantes de 16 países, além de cerca de 12 mil alunos na programação do Mineramundo.
Durante o evento, o livro foi apresentado à gerente de Sustentabilidade do Ibram, Cláudia Salles, e ao professor Maurício Balensiefer, presidente da Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas (Sobrade) e professor do Departamento de Ciências Florestais da UFPR.
Para os autores Hércio Akimoto e Luana Oliveira, a publicação representa mais do que informar: é uma forma de propagar experiências que demonstram como a mineração, quando realizada com planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo, pode contribuir para a transformação dos territórios. A proposta é ampliar o olhar sobre a atividade e mostrar que o encerramento da lavra não significa necessariamente o fim da história de uma área.
Ao reunir exemplos concretos de áreas que se transformaram em parques, estádios, empreendimentos comerciais e outros espaços de uso público e privado, o livro contribui para aproximar mineração e sociedade. A mineração tem um ciclo, mas o local pode ter uma nova história.
A transformação dos territórios pode resultar em diferentes usos, definidos a partir das características ambientais e técnicas de cada local, do planejamento urbano e das necessidades da sociedade.
Mais do que registrar antigas cavas e seus novos destinos, a obra propõe uma reflexão sobre mineração, território e legado. Ao revelar o que existia antes e o que passou a existir depois, mostra que a mineração não precisa ser compreendida como o fim de uma área, mas como parte de um processo de transformação que pode gerar novos usos, funções e benefícios para toda a sociedade.