Enviado de Trump chega a Belarus para negociar prisões
O enviado dos Estados Unidos, John Coale, encarregado pelo presidente Donald Trump de negociar a libertação de presos políticos em Belarus, chegou a Minsk nesta terça-feira (15). É a primeira conversa com o presidente Aleksandr Lukashenko em seis meses.
Coale iniciou as negociações no ano passado e conseguiu a libertação de centenas de prisioneiros em troca do alívio das sanções americanas contra Belarus. O grupo de direitos humanos Viasna afirma que o país ainda mantém mais de 900 presos políticos. Lukashenko rejeita a descrição e chama as pessoas em questão de infratores da lei e bandidos.
O que mudou desde o início das negociações
A oposição bielorrussa exilada saúda a diplomacia de Coale como intervenção humanitária vital, mas afirma que Lukashenko prende novos prisioneiros no lugar dos que saem. O ativista Ales Bialiatski, libertado no ano passado e deportado, disse à Reuters que o processo é uma troca pura e simples: reféns por mudança nas sanções.
"Embora eu esteja feliz por estar livre... a máquina da repressão continua funcionando. Toda semana vemos novos presos políticos e novos métodos de repressão", afirmou Bialiatski.
Violações sistemáticas, dizem especialistas da ONU
Especialistas da ONU afirmaram nesta terça-feira (15) que encontraram violações sistemáticas das obrigações internacionais de direitos humanos em todas as etapas do processo judicial em Belarus, da prisão à detenção, condenação e supervisão após a libertação. Citaram prisões arbitrárias, tortura, negação de garantias legais, julgamentos fechados e assédio contínuo a ex-detidos.
A missão de Belarus junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.