JF Vôlei: três novos jogadores para o Mineiro e a Superliga B
O JF Vôlei começa a disputa do Campeonato Mineiro na próxima terça-feira (8), com a Superliga B já emendada em novembro. Além do treinador, a equipe conta com dois jogadores renovados, três contratados e oito reforços vindos da base do Sada Cruzeiro, por meio de parceria. A Tribuna acompanhou um treino e conversou com três dos novos nomes do elenco.
O ponteiro Nathan Krupp, o Simba, é um gaúcho de 1,96m que, aos 24 anos, traz experiência ao clube. Revelado pelo Projeto Vôlei Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, passou por Sesi-SP, Vôlei Itapetininga, Suzano, Goiás, Mutual Policial Formosa (Argentina), Monte Carmelo e Montes Claros. No currículo, tem terceiro lugar na Superliga A, na Copa Brasil e no Campeonato Paulista, além de vices na Liga Argentina A1 e na Copa da Argentina. Foi campeão duas vezes da Superliga B, competição que também é o atual objetivo do JF Vôlei. Com a Seleção Brasileira de base, conquistou bronze no Mundial sub-21 e ouro no Sul-Americano sub-19, onde foi eleito melhor ponteiro.
Simba define a equipe como "trabalhadores". "Não é uma equipe que tem estrelas", reconhece. "A gente sabe que o trabalho é longo, é duro. Tanto eu, quanto todos os meninos, então acho que vai ser uma equipe de trabalhadores." Ele elogia a comissão técnica, a estrutura do Centro de Treinamento e a cidade: "Eu e minha esposa estamos muito felizes aqui".
O oposto Apolo Dantas, de 1,95m, chega da parceria com o Sada Cruzeiro e tem bronze no Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-21. Aos 19 anos, ele ainda não conheceu os pontos turísticos de Juiz de Fora, mas aprova a recepção. "A rotina de treino está sendo puxada", diz, sem tom de reclamação. Sobre a experiência de ser emprestado, classifica como "muito bacana". Ele já anseia por jogar contra cinco times que estarão na Superliga A 2026/2027, algo que "nunca pensou que jogaria contra".
Gonzalo Lapera, o Gonza, oposto argentino de 1,93m e 33 anos, retorna ao JF Vôlei após o título da Superliga C 2023/2024. No regresso, nota mudança no perfil do time: "Na última vez, era um time com mais experiência. Neste ano, começamos com jogadores de base, inclusive do Sada. Mas é um time que, ao longo do tempo, vai dar ritmo". Ele já passou por Chipre, Grécia e Albânia, onde foi bicampeão e melhor ponteiro da superliga local. Com a seleção argentina, tem prata na Copa Pan-Americana e na Copa Pan-Americana Sub-23. Sobre a torcida, prefere não escolher: "Quando vim a Juiz de Fora, senti que era uma família. Por isso decidi voltar".
A tendência para os próximos meses é de adaptação e entrosamento. Com um elenco jovem, o JF Vôlei aposta no trabalho coletivo para buscar o acesso na Superliga B, sem depender de estrelas individuais. JF Vôlei na Superliga B