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Eleições 2026: quem fica, sai e concorre ao Senado

ResumoAs eleições de 2026 renovarão 54 das 81 cadeiras do Senado Federal em 4 de outubro. Segundo a Agência Senado, ao menos 22 senadores que ocupam essas cadeiras não seguirão como titulares em 2027, abrindo espaço para novos nomes na composição da Casa.

Nas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. Pelo menos 22 ocupantes dessas cadeiras já não permanecerão como titulares em 2027, segundo a Agência Senado.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 14 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Eleições 2026: quem fica, sai e concorre ao Senado

Nas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. São duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Entre os ocupantes dessas cadeiras em setembro, 32 tentam a reeleição, 9 concorrem a outros cargos ou como suplentes e 13 não são candidatos. As outras 27 cadeiras não estão em disputa neste ano.

A renovação segue esse desenho porque o mandato de senador dura oito anos. A cada quatro anos, as eleições alternam a escolha de um terço e de dois terços da Casa. Em 2022, foi escolhido um senador por unidade da Federação. Neste ano, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos, sem segundo turno.

Entre os 54 senadores em exercício em setembro, em cadeiras cujos mandatos vão até janeiro de 2027, 41 participam das eleições deste ano. Desse total, 32 tentam a reeleição. Outros nove concorrem a cargos diferentes ou integram, como suplentes, chapas de candidatos ao Senado. Tentam a reeleição, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE); Angelo Coronel (Republicanos-BA); Carlos Fávaro (PSD-MT); Carlos Portinho (PL-RJ); Carlos Viana (PSD-MG); Chico Rodrigues (PSB-RR); Cid Gomes (PSB-CE); Ciro Nogueira (PP-PI); Eduardo Braga (MDB-AM); Eduardo Gomes (PL-TO); Eliziane Gama (PSD-MA); Esperidião Amin (PP-SC); Fabiano Contarato (PT-ES); Humberto Costa (PT-PE); Jaques Wagner (PT-BA); Leila Barros (PDT-DF); Lucas Barreto (PSD-AP); Marcelo Castro (MDB-PI); Marcio Bittar (PL-AC); Marcos do Val (Avante-ES); Plínio Valério (PSDB-AM); Randolfe Rodrigues (PT-AP); Renan Calheiros (MDB-AL); Rogério Carvalho (PT-SE); Sérgio Petecão (PSD-AC); Soraya Thronicke (PSB-MS); Styvenson Valentim (Podemos-RN); Vanderlan Cardoso (PSD-GO); Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB); Weverton (PDT-MA); Zenaide Maia (PSD-RN); e Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Disputam outros cargos ou participam das chapas como suplentes: Daniella Ribeiro (PP-PB), candidata a primeira suplente de Nabor Wanderley na disputa pelo Senado; Dra. Eudocia (PSDB-AL), candidata a primeira suplente de Marina JHC na disputa pelo Senado; Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República; Izalci Lucas (PL-DF), candidato a deputado federal; Jader Barbalho (MDB-PA), candidato a primeiro suplente de Helder Barbalho na disputa pelo Senado; Mara Gabrilli (PSD-SP), candidata a deputada estadual; Marcos Rogério (PL-RO), candidato a governador de Rondônia; Nelsinho Trad (PSD-MS), candidato a primeiro suplente de Reinaldo Azambuja na disputa pelo Senado; Roberta Acioly (Republicanos-RR), candidata a deputada federal.

Quem não disputa e quem deixa o Senado

Outros 13 senadores com mandato até janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo nas eleições deste ano e, independentemente do resultado das urnas, não permanecem no Senado a partir de 2027. Entre eles está Rodrigo Pacheco, indicado para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a saída de Bruno Dantas. A indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e segue para promulgação pelo Congresso Nacional. Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira chegaram ao Senado como suplentes, mas assumiram definitivamente as respectivas vagas durante o mandato. Sargento Reginauro exerce atualmente o mandato como suplente de Eduardo Girão (Novo-CE). Os outros nove são titulares.

Em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, os dois atuais ocupantes das cadeiras em disputa não concorrem à reeleição e serão substituídos em 2027. No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze e Paulo Paim também não disputam as eleições. Em São Paulo, Giordano não é candidato e Mara Gabrilli concorre a deputada estadual.

Cadeiras fora da disputa e mudanças já certas

Um terço das cadeiras do Senado não está em disputa nas eleições deste ano. São as 27 preenchidas na eleição de 2022, cujos mandatos vão até janeiro de 2031. Isso não significa que todos esses senadores estejam fora da disputa eleitoral. Entre os 27, 9 concorrem a governos estaduais em 2026: Alan Rick (Republicanos), no Acre; Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais; Efraim Filho (PL), na Paraíba; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Professora Dorinha Seabra (União), no Tocantins; Renan Filho (MDB), em Alagoas; Sergio Moro (PL), no Paraná; Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso; e Wilder Morais (PL), em Goiás. Como os mandatos vão até 2031, uma eventual derrota na disputa pelos governos estaduais não encerra sua atuação no Senado.

Antes mesmo da apuração, já é possível saber que haverá mudanças na composição do Senado em 2027. Pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares: os 13 que não são candidatos e os nove que disputam outros cargos ou participam como suplentes. O número de mudanças poderá ser maior, a depender do desempenho nas urnas dos 32 senadores que buscam a reeleição. Além disso, a eleição para governador poderá alterar temporariamente a ocupação de algumas das 27 cadeiras que não estão em disputa, caso senadores sejam eleitos para o Executivo estadual.

Há ainda entre os senadores licenciados Eduardo Girão, que concorre ao cargo de vice-presidente da República, na chapa de Romeu Zema.

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