Portal Notícias MG 🔍
Portal Notícias MG
Editorias
Institucional
Eventos

Dia da Cachaça: destilaria mineira explora madeiras brasileiras

Neste Dia da Cachaça, 13 de setembro, a mineira Lamas Destilaria, referência na produção de uísque no estado e no país, coloca as madeiras brasileiras no centro de seis rótulos de cachaça. Cada um deles é completamente diferente em sabor, aroma e até textura, justamente porque a legislação brasileira permite o uso de diferentes espécies no armazenamento e envelhecimento da bebida.

A Lamas Destilaria produz seis rótulos de cachaça envelhecidos em madeiras brasileiras como Jequitibá-Rosa, Amburana, Freijó, Grápia, Carvalho Americano e Bálsamo. A legislação brasileira permite o uso de diferentes espécies no armazenamento, o que gera variações de sabor, aroma e textura entre os rótulos.

O que muda no barril

Na linha de seis cachaças da Lamas, a madeira define o perfil de cada garrafa. "A Libertas Jequitibá-Rosa é uma cachaça mais leve, de baixa acidez, com notas de baunilha que trazem dulçor e leveza à degustação", explica Luciana Lamas, diretora de comunicação e branding da marca.

A envelhecida em barril de carvalho americano, segundo Luciana, é mais intensa e equilibrada, com notas de mel, baunilha, coco e frutas secas, além de ser mais amendoada e amadeirada. Já o rótulo que passa pelo carvalho americano e é finalizado em Amburana é suave, adocicado e com notas florais. "No paladar, traz referências a frutas cítricas e doce de leite".

A Carvalho Americano e Bálsamo tem aromas mais intensos, herbáceos e especiados, com notas de anis, cravo e erva-doce, além de um frutado que lembra ameixa seca. A diretora ressalta ainda uma leve picância nesse rótulo.

O que ela classifica como uma das "expressões mais marcantes da linha" é a Carvalho Americano Putumuju. "O carvalho traz notas de baunilha, coco, mel, frutas secas e caramelo, enquanto o Putumuju acrescenta um perfil mais robusto, levemente resinoso, terroso e com um sutil frescor herbal. No paladar, é aveludada, encorpada e de final longo e estruturado".

O último rótulo resume a linha ao unir seis madeiras: Jequitibá-Rosa, Amburana, Freijó, Grápia, Carvalho Americano e Bálsamo. "O resultado reúne notas adocicadas de baunilha, mel e frutas secas, além de características herbáceas, terrosas, frutadas, picantes e especiadas, criando uma bebida bastante equilibrada e sofisticada".

Harmonização e origem da marca

Além do tradicional torresmo com limão, comumente ligado à cachaça, Luciana sugere outras combinações. "Em relação às harmonizações, acredito muito mais em liberdade do que em regras rígidas. A cachaça pode acompanhar castanhas, amêndoas, queijos, especialmente os artesanais, além de charcutaria. Também funciona muito bem com elementos mais doces, como tâmaras, chocolate não muito amargo, goiabada e doce de banana".

Apesar de hoje a Lamas Destilaria ser amplamente associada aos uísques, a história da marca começa com a cachaça. "A produção teve início como uma forma de presentear clientes e fornecedores de outra empresa da família em datas especiais. Era uma proposta muito diferente da que motivou a criação da Lamas Destilaria, mas já era um produto feito com muito cuidado, produzido em garrafas de cerâmica personalizadas com a identidade da empresa, e acabou sendo um gatilho para o início da produção de uísque, a verdadeira paixão dos fundadores", conta Luciana, destacando como as duas bebidas coexistem hoje dentro da mesma marca.

Geraldo Assunção
Repórter de Política Estadual
Repórter de BH, cobre política mineira da Assembleia ao interior com fontes antigas e ceticismo de veterano.
Ver todos os artigos →