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Couto chora em evento com Lula, que pede para governador não ter medo

ResumoO governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, chorou durante evento com o presidente Lula na Fiocruz. Lula afirmou que Couto representa uma oportunidade para o estado e pediu que o governador "não tenha medo". A comoção gerou coro por sua permanência no cargo.

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, se emocionou durante evento com o presidente Lula na Fiocruz. Lula disse que Couto é uma chance para o estado e pediu que ele "não tenha medo". O momento gerou comoção e coro por sua permanência no cargo.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 19 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Couto chora em evento com Lula, que pede para governador não ter medo

Couto chora em evento com Lula, que pede para governador não ter medo

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, se emocionou com um discurso do presidente Lula (PT) nesta sexta-feira (17), durante visita à Fiocruz. Lula disse que Couto é "uma chance que Deus está dando a esse povo" e pediu que ele "faça o que tiver que ser feito" para combater as milícias. O público presente puxou coro de "fica".

Como foi a emoção de Couto no evento com Lula

"Nessa minha fala que, volto a dizer, eu não tenho a caixa política, mas tenho a sensibilidade e às vezes eu me emociono...", disse Couto, que na sequência abraçou o presidente. Após a fala, o público presente no evento puxou um coro de "fica" e pediu que o governador interino permanecesse no cargo.

A cena ocorreu durante visita de Lula à Fiocruz, no Rio de Janeiro. O presidente, que não é da área política segundo suas próprias palavras, disse que Couto está "fazendo um favor a todos nós, brasileiros e cariocas".

O que Lula disse sobre Couto e as milícias

No evento, Lula também exaltou o trabalho que o governador tem feito na área de segurança. Ainda este mês, Couto pediu ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) um reforço das forças federais na segurança das eleições deste ano.

"Ricardo Couto não é político, mas quis que ele falasse nos meus dois eventos, falasse como político. Ele está aqui fazendo um favor a todos nós, brasileiros e cariocas. Ele tá fazendo um favor pra ver se a gente consegue se livrar das milícias do Rio de Janeiro", disse o presidente. "Só peço uma coisa para você, faça o que tiver que ser feito."

"Se tem um estado que precisa de uma chance é o Rio de Janeiro. Quem tem que dar a chance são vocês. Eu não posso falar de eleição, mas é preciso que a gente não acredite que colocar uma raposa no galinheiro, ela vai cuidar das galinhas. Certamente elas vão comer as galinhas. Sejam solidários com ele (Couto), ele tem coragem."

Quem é Ricardo Couto e como assumiu o governo do RJ

Couto assumiu o governo do Rio em março deste ano. Desde então, o desembargador exonerou pelo menos 4.033 servidores, conforme noticiou a CNN, e vem sendo figura presente nas agendas de Lula pelo estado.

Somente em maio, foram dois compromissos em que Lula exaltou o trabalho do governador. Em um deles, Lula incumbiu a missão de "consertar" o estado para Couto. Na semana seguinte, repetiu os mesmos elogios.

"Eu esqueci de dizer que o governador interino está aqui presente. Eu queria pedir uma salva de palmas para esse homem que vai ajudar a consertar o Rio de Janeiro", disse à época.

O contexto político da sucessão no RJ

Couto assumiu o governo fluminense após a saída de Cláudio Castro (PL) do cargo após o TSE apontar que, junto ao deputado estadual afastado Rodrigo Bacellar (PL), teriam se beneficiado da criação de cerca de 27 mil cargos temporários, em estruturas como a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), para favorecer a campanha de reeleição de 2022.

Por ter sido afastado, Bacellar, quem assumiria conforme a linha sucessória do cargo, não pode assumir o cargo, enquanto o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do RJ).

O que o STF vai decidir sobre a eleição suplementar

Desde então, o STF (Supremo Tribunal Federal) está como responsável para definir as regras para a sucessão em caso de mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro. O caso começou a ser julgado em abril deste ano e discute qual deve ser o formato da eleição suplementar após a vacância dos cargos de governador e vice-governador e deve ser julgado no dia 19 de agosto, a fim de decidir se será feita uma eleição direta ou indireta.

O que isso significa para o cidadão fluminense

Para quem vive no Rio de Janeiro, a indefinição sobre a sucessão e a atuação de Couto geram expectativas sobre segurança pública e combate às milícias. O pedido de reforço federal nas eleições e a exoneração de servidores indicam uma gestão focada em enxugar a máquina pública. A decisão do STF em agosto definirá se o próximo governador será escolhido pelo voto popular ou pelos deputados estaduais.

Perguntas Frequentes

Por que Ricardo Couto chorou no evento com Lula?

Couto se emocionou com o discurso de Lula, que disse que ele é "uma chance que Deus está dando a esse povo" e pediu que ele "faça o que tiver que ser feito". O governador interino afirmou ter sensibilidade e se emocionou ao falar.

O que Lula disse sobre as milícias no Rio?

Lula afirmou que Couto está no cargo para ajudar a "se livrar das milícias do Rio de Janeiro" e pediu solidariedade ao governador, dizendo que ele tem coragem.

Quando o STF vai decidir sobre a eleição no RJ?

O STF deve julgar o caso no dia 19 de agosto, decidindo se a eleição suplementar será direta ou indireta.

Quantos servidores Couto exonerou?

Desde que assumiu em março, Couto exonerou pelo menos 4.033 servidores, conforme noticiou a CNN.

Quem era o governador antes de Couto?

Couto assumiu após a saída de Cláudio Castro (PL), afastado pelo TSE por suposto uso de cargos temporários para beneficiar a campanha de reeleição de 2022.

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