# Congresso foca em taxa das blusinhas e 6x1 no esforço concentrado

> O Congresso Nacional concentra esforços nesta semana para votar a MP que extingue a taxa das blusinhas e avançar com a PEC do fim da escala 6x1. A MP vence em 8 de setembro, exigindo aprovação antes do prazo. A pauta prioriza alívio fiscal para importados e mudança na jornada de trabalho.

*Portal Notícias MG · Eventos · 31 de agosto de 2026 · Ronaldo Pimenta*

O Congresso Nacional concentra esforços nesta semana para votar a MP que acaba com a taxa das blusinhas e avançar com a PEC do fim da escala 6x1. A MP vence em 8 de setembro. Veja o que está em jogo.

O Congresso Nacional concentra nesta semana a votação de pautas prioritárias para o governo, na última janela de deliberações antes das eleições. Os principais temas são a medida provisória que extingue a taxa das blusinhas, a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.

A MP que acaba com a taxa das blusinhas é a prioridade do Planalto. O texto perde a validade em 8 de setembro e precisa ser aprovado até o fim desta semana, passando pela comissão especial, pelo plenário da Câmara e pelo plenário do Senado. Para acelerar a tramitação, o presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), marcou para esta segunda-feira (31), às 16h, a leitura do relatório da senadora Leila do Vôlei (PDT-DF).

A MP foi editada porque a cobrança de 20% em compras internacionais de até US$ 50 desagradou parte da população. A taxa entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso. Sem a aprovação da MP, o Ministério da Fazenda perde a autorização para zerar a alíquota, e a tributação volta a ser cobrada menos de um mês antes das eleições. O acordo para o avanço foi costurado em almoço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O mesmo encontro determinou o avanço da PEC do fim da escala 6x1, travada por Alcolumbre, que avalia que a pauta contaminaria a disputa eleitoral. A tendência é que o texto seja votado na CCJ. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer na última quinta-feira (27) e manteve o texto aprovado na Câmara, sem alterações. "Acredito que nenhum senador vai dar tiro na cabeça, não. Ninguém será louco de ir contra", afirmou Aziz. A medida é apoiada por 71% dos brasileiros, segundo pesquisa do Instituto Real Time Big Data de junho, mas opositores devem tentar adiar a deliberação, com requerimentos para discussão em comissões temáticas.

A PEC da Segurança Pública também deve avançar. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), apresentará o relatório na CCJ. A proposta dá status constitucional ao SUSP e constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário. Lula se comprometeu a recriar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação. A criminalidade é a principal preocupação de 47% dos brasileiros, segundo pesquisa Ipsos de junho. Outras comissões debatem MPs, como a 1360, que altera regras para transporte por moto, retirando exigências como idade mínima de 21 anos e curso especializado obrigatório.

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