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CNN Talks Infraestrutura debate saneamento até 2033

ResumoO CNN Talks Infraestrutura reúne especialistas nesta terça-feira (15) para debater a universalização do saneamento básico, cuja meta legal é 2033. O ritmo atual de investimentos projeta conclusão apenas em 2070, evidenciando atraso de quase quatro décadas no acesso a água tratada e esgoto.

Nova edição do CNN Talks Infraestrutura debate nesta terça-feira (15) os desafios da universalização do saneamento básico, com meta legal para 2033 e ritmo atual que projeta conclusão apenas em 2070.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
CNN Talks Infraestrutura debate saneamento até 2033

Uma nova edição do CNN Talks Infraestrutura será realizada nesta terça-feira (15), com foco nos desafios e avanços da universalização do saneamento básico no Brasil. O ponto de partida é um dado que expõe a distância entre a meta legal e a realidade: no ritmo atual, o país só alcançaria a universalização em 2070, 37 anos após o prazo estabelecido pela legislação, que prevê a meta para 2033.

O evento pode ser acompanhado a partir das 20h30 desta terça-feira (15), pelo CNN Money na TV ou pelo perfil do CNN Money no YouTube.

Apesar do cenário desafiador, o setor vive um momento considerado favorável. "Muitos investimentos estão vindo para o setor", afirmou Christianne Dias, diretora-presidente da ABCON. "Muitos leilões foram feitos e houve um avanço muito significativo da participação privada no setor de saneamento."

O avanço, porém, ocorre em ritmos muito diferentes entre as regiões. São Paulo tornou-se vitrine dos progressos e antecipou sua meta para 2029, sendo apontado como um dos modelos que estarão no centro do debate. Em contrapartida, outros estados ainda correm contra o tempo: faltam fontes de financiamento, mão de obra qualificada e até materiais e equipamentos para a execução das obras.

Para acelerar esse ritmo, há a necessidade de mais parcerias público-privadas e atenção especial às regiões com maior defasagem. Carlos Piani, CEO da Sabesp, destacou a necessidade de investimentos contínuos em resiliência: "Nós teremos durante muito tempo que investir em novas fontes de captação e resiliência, manobras e interligações, para que, num momento em que uma área esteja com uma pluviometria mais desafiadora, a gente possa atender por outro caminho."

Um novo desafio se apresenta ao setor: a reforma tributária, cuja transição começa no próximo ano. De acordo com Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, "a universalização precisa acontecer em meio a um cenário de taxa de juros alta, de capacidade de pagamento muitas vezes baixa por parte da população, de necessidade de subsídio cruzado, que precisa levar em consideração toda a reforma tributária e tudo o que está acontecendo". As mudanças previstas pela reforma devem elevar em até 18% a carga de impostos pagos pelas companhias de água e esgoto, com potencial impacto também na conta do consumidor.

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