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Chefes dos Brics pedem reforma das instituições financeiras globais

ResumoMinistros de Finanças dos Brics defenderam, em declaração conjunta divulgada em 10 de julho, reforma do FMI e do Banco Mundial para ampliar a voz de economias emergentes na governança global. A declaração antecede a cúpula do bloco em Nova Délhi, marcada para o fim de semana, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em declaração conjunta divulgada na noite de quinta-feira (10), ministros de Finanças dos Brics defenderam reforma do FMI e do Banco Mundial para dar mais voz a economias emergentes. Cúpula em Nova Délhi ocorre neste fim de semana.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Chefes dos Brics pedem reforma das instituições financeiras globais

Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais dos países dos Brics defenderam uma reforma das instituições financeiras globais de desenvolvimento, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, para dar mais voz às economias de mercados emergentes.

A declaração conjunta foi divulgada na noite de quinta-feira (10). No texto, os ministros afirmaram que "com a crescente participação das economias de mercado emergentes e em desenvolvimento na produção e no crescimento globais, a reforma da governança econômica global continua sendo uma prioridade constante dos Brics".

O que mudou

A Índia sedia a Cúpula de Líderes dos Brics neste fim de semana, em Nova Délhi, com presença prevista de líderes da Rússia, da China e do Irã. O encontro ocorre mais de seis meses após os EUA e Israel terem lançado ataques contra o Irã, membro dos Brics desde 2024.

O aumento dos preços do petróleo por causa do conflito pressionou as economias emergentes, que também sentiram o impacto da volatilidade nas tarifas comerciais impostas pelos EUA. No comunicado, os ministros disseram manter "sérias preocupações com a imposição unilateral de medidas relacionadas ao comércio e às finanças, incluindo o aumento de tarifas e medidas não tarifárias, que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio".

Pagamentos e moedas digitais

Os chefes de Finanças reconheceram o trabalho da força-tarefa de pagamentos dos Brics, mas pressionaram por avanços na interoperabilidade dos sistemas de pagamento entre os países membros. "Incentivamos a Força-Tarefa de Pagamentos dos Brics a dar continuidade às discussões, com base no trabalho em andamento, para facilitar soluções práticas para pagamentos transfronteiriços entre os países dos Brics, que sejam rápidos, de baixo custo, mais acessíveis, eficientes, transparentes e seguros", afirma a declaração.

Segundo duas fontes a par das discussões ouvidas pela Reuters nesta semana, a Índia pressionará por avanços na integração das moedas digitais entre os países dos Brics. o que muda no comércio exterior com os Brics

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