Eventos

Brics pode ajudar a resolver diferenças no Oriente Médio, diz Mauro Vieira

ResumoO ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que a cúpula do Brics em Nova Delhi pode contribuir para resolver diferenças entre países rivais no conflito do Oriente Médio. Vieira representa o Brasil na reunião no lugar do presidente Lula, que está na reta final da campanha eleitoral.

Em entrevista à CNN, o ministro Mauro Vieira afirmou que a cúpula do Brics, em Nova Delhi, pode ajudar a resolver diferenças entre países rivais na guerra do Oriente Médio. Ele representa o Brasil no lugar de Lula, que está na reta final da campanha.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Brics pode ajudar a resolver diferenças no Oriente Médio, diz Mauro Vieira

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse à CNN que a reunião de cúpula do Brics pode ajudar a resolver diferenças entre países rivais na guerra do Oriente Médio, entre outras disputas. O chanceler representa o Brasil na reunião que acontece neste fim de semana em Nova Delhi, na Índia, porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está envolvido com a reta final da campanha eleitoral.

Em entrevista exclusiva à CNN, Vieira afirmou que o fato de poucos, mas expressivos, países fazerem parte do grupo cria um ambiente favorável para discussões francas e abertas na busca de resoluções de conflitos.

"Não é em qualquer ambiente que você consegue ter isso. O Brics, sendo um grupo reduzido, com 10 países membros, cria esse espaço especial de mais informalidade, mais contato direto para se aplainar diferenças e dificuldades", afirmou ele.

A pergunta era direta: a cúpula não seria um teste, já que reúne cara a cara países membros que estão em lados opostos da guerra no Oriente Médio, como o Irã e os Emirados Árabes Unidos? Vieira respondeu que vê nisso uma vantagem. Para o chanceler, "o Brics é muito especial e muito favorecido como o espaço de negociação, porque são países em desenvolvimento, em graus, obviamente, diferentes, mas é um grupo reduzido de países que já tem muito contato e onde surge a possibilidade de conversas e de negociação".

O grupo foi ampliado em 2024 e é muito heterogêneo. A presença de líderes rivais tende a expor diferenças internas, mas, na leitura do ministro, o formato reduzido facilita o contato direto.

Vieira negou ainda que o grupo tenha qualquer intenção de ser um contraponto aos Estados Unidos ou aos países mais desenvolvidos de maneira geral.

"É um erro total. Não é (um grupo) antiamericano, não é anti ninguém. É um grupo que reúne países que têm algumas afinidades, como por exemplo, pertencem ao Sul Global, são países em desenvolvimento, em diferentes níveis, mas que querem promover cooperação em todas as áreas, concertação política. É um grupo que promove o entendimento e a concertação. E não é anti ninguém, é a favor dos seus membros e desse movimento de cooperação", disse.

Nesta sexta-feira (11), o ministro participou da primeira etapa da cúpula: o Fórum Empresarial do Brics. Em seu discurso, disse que as empresas dos países do bloco são peças muito importantes no processo de crescimento e consolidação do Brics, especialmente em meio à atual conjuntura econômica e geopolítica.

"Em um momento em que a economia global está ameaçada pelo protecionismo, pela coerção econômica e por sanções unilaterais, aproximar nossos setores produtivos é mais relevante do que nunca", afirmou.

Algumas das maiores empresas do Brasil participaram do fórum e discutiram formas de expandir seus negócios nos países do bloco, entre elas a Embraer, a Vale, a Weg e o Banco do Brasil.

// Leia também

Publicidade