# Lula avalia conferência com empresários em São Paulo

> O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia realizar uma conferência com empresários em São Paulo em setembro, após jantar no Palácio da Alvorada. Aliados do governo organizam encontro com 200 executivos para reduzir resistências do setor produtivo ao PIB. A iniciativa busca aproximar o Planalto do empresariado paulista.

*Portal Notícias MG · Eventos · 31 de agosto de 2026 · Inácio Bicalho*

Após jantar no Alvorada, Lula avalia conferência com empresários em São Paulo em setembro. Aliados organizam encontro com 200 executivos para reduzir resistências do PIB.

Depois do jantar desta segunda-feira (31) no Palácio da Alvorada, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia participar de uma conferência com empresários e investidores em São Paulo, marcada para setembro. Aliados do mandatário organizam o encontro, que deve reunir cerca de 200 executivos.

A conferência é articulada pelo grupo Prerrogativas, do advogado Marco Aurélio de Carvalho, pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e pelo ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa. As agendas caminhavam separadas, com o objetivo de reduzir as resistências do PIB brasileiro à candidatura petista. O setor privado segue cético sobre a chance de Lula promover um ajuste fiscal capaz de estabilizar a dívida pública em um eventual quarto mandato.

O principal adversário de Lula até agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reuniu-se com banqueiros na última semana. O encontro acendeu alerta entre petistas e gerou incômodo entre aliados do presidente responsáveis pela interlocução com o setor privado.

As principais casas do centro financeiro medem o ceticismo com o programa de Lula pela curva de juros. Há meses, ela pouco se altera. A leitura de analistas é de que os acenos não convenceram o mercado. Os agentes financeiros seguem trabalhando com cenário em que Lula é marginalmente favorito às eleições de 2026.

Lula definiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, como principal emissário para o diálogo com a Faria Lima. Durigan entrou em campo após a campanha desautorizar Sérgio Gabrielli, coordenador do plano de governo, para a interlocução. O ex-presidente da Petrobras defende que a dívida do país não tem como principal vilão os gastos primários, mas os juros altos. Gabrielli segue à frente do plano, que defende a manutenção do arcabouço fiscal, mas publica artigos criticando o "arrocho" nas contas públicas.

bastidores da campanha petista relação do governo com o mercado financeiro

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