# Miss Brasil Gay profissional: investimentos a partir de R$ 50 mil

> André Pavam, diretor artístico do Miss Brasil Gay, profissionalizou o concurso ao exigir investimentos mínimos de R$ 50 mil por candidata. O valor cobre produção, assessoria de imprensa, hospedagem e logística do evento. A transformação elevou o padrão do certame, atraindo patrocinadores e mídia especializada. A estrutura atual posiciona o concurso como plataforma de visibilidade e negócios para participantes e marcas.

*Portal Notícias MG · Eventos · 20 de agosto de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

André Pavam, diretor artístico do Miss Brasil Gay, transformou o concurso em evento profissional. Candidatas investem a partir de R$ 50 mil. Entenda.

André Pavam, diretor artístico do Miss Brasil Gay, transformou o concurso em um evento profissional, com investimentos que começam em R$ 50 mil por candidata. A profissionalização, iniciada em 2007, incluiu regulamento registrado em cartório e setorização da organização. O concurso, patrimônio imaterial de Juiz de Fora, atrai participantes de todo o país.

Sob a direção de André Pavam, o Miss Brasil Gay alcançou outro nível de profissionalismo. Quando assumiu a direção artística, após Chiquinho Mota adoecer, a missão era dar continuidade ao legado. Em 2007, implementou um regulamento registrado em cartório e uma setorização na organização do evento, no mesmo ano em que o concurso se tornou patrimônio imaterial de Juiz de Fora.

As candidatas chegam mais preparadas, com investimentos que incluem procedimentos estéticos, mentorias e a escolha dos melhores estilistas. Os valores começam em R$ 50 mil por candidata, quando chegam à cidade, após meses de expectativa. Para André, o trabalho acontece o ano inteiro, e em agosto o WhatsApp não para: são entrevistas, bastidores e cronograma, além do atendimento normal em seu salão.

## Profissionalização e oratória

Nos últimos anos, o concurso passou a valorizar a oratória, o que trouxe nova demanda: as participantes procuram cursos de oratória e até psicólogos para ganhar confiança no palco. Jade Hwskaier, coroada em 2025, conta que teve como diferencial já ter trabalhado com o público, como hostess e DJ, mas mesmo assim investiu em oratória. Ela, que já participou do concurso antes de vencer, afirma que as candidatas precisam ser financeiramente independentes.

"Fazer aulas de oratória, de passarela e postura também são importantes. Ser engajada com as nossas causas é fundamental", diz Jade. Ela também reconhece o papel da sorte: "No dia a estrela da pessoa tem que brilhar. Já vimos muitas favoritas ao título não se tornarem a ganhadora da noite por falta desse brilho".

## Bastidores e coordenação nacional

André Pavam, aos 63 anos, acompanha o concurso há mais da metade da vida. Como coordenador nacional, conversa com todas as candidatas, não só as eleitas. Ele aconselha sobre o melhor momento para participar, já que cada candidata só pode concorrer três vezes. Muitas vezes, sugere "guardar a boneca" para outro ano e voltar mais preparada.

Para trabalhar nos bastidores, André diz que é preciso estar invisível. Durante as edições, usa calça jeans e blusa preta, ao contrário do amigo Chiquinho, que ia caracterizado como Mademoiselle Debret de Le Blanc. "Minha função é fazer a engrenagem funcionar, não estou ali pra aparecer", afirma. Amigos o comparam ao Boninho, ex-diretor criativo do Big Brother Brasil.

## O legado e o futuro

André foi escolhido por Chiquinho Mota para apresentar o concurso quando tinha cerca de 20 anos. Hoje, atribui à "ousadia" do amigo aquela aposta. "Eu tento fazer isso com os outros também. Este ano estou trazendo um artista chamado Italo Saturnino, do interior de São Paulo, que nunca tinha andado de avião antes. E o Miss Gay pode abrir essas portas, porque esse palco é icônico", conta.

A postura firme, aprendida com o pai, o ajudou a enfrentar dificuldades desde a infância, como homem gay. "Na minha adolescência, comecei a jogar voleibol e era ovacionado pelas pessoas me chamando de 'bicha'. O que as pessoas chamam de bullying hoje, que é real, eu nunca senti. Porque em casa tinha o apoio dos meus pais", relembra. Em uma família de oito filhos, três irmãos são gays assumidos. André reconhece que o concurso inspira orgulho para outras pessoas LGBTQIA+.

"A gente ensina mais pelo exemplo do que por falar. Falar é importante, passamos mensagens. Hoje, já procuro em outros o que o Chiquinho viu em mim. Quero um futuro para o concurso", conclui.

## Perguntas Frequentes

### Quando o Miss Brasil Gay se profissionalizou?

Em 2007, André Pavam implementou um regulamento registrado em cartório e uma setorização na organização do evento, no mesmo ano em que o concurso se tornou patrimônio imaterial de Juiz de Fora.

### Quanto custa participar do Miss Brasil Gay?

Os investimentos começam em R$ 50 mil por candidata, incluindo procedimentos estéticos, mentorias, estilistas e cursos de oratória.

### Quem é André Pavam?

André Pavam é o diretor artístico e coordenador nacional do Miss Brasil Gay, escolhido por Chiquinho Mota para dar continuidade ao legado. Ele também é cabeleireiro em Juiz de Fora.

### Quantas vezes uma candidata pode participar?

Cada candidata pode participar do concurso no máximo três vezes, segundo André Pavam.

### Por que a oratória se tornou importante no concurso?

Nos últimos anos, o concurso passou a valorizar a oratória, levando as candidatas a buscarem cursos específicos e apoio psicológico para ganhar confiança no palco.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/eventos/andre-pavam-transforma-miss-brasil-gay-concurso-profissional-investimentos-parti/
