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Orquestra Filarmônica de Minas: conheça a história

ResumoA Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, fundada em 2008, consolidou-se como referência nacional e internacional sob a regência de Fabio Mechetti. O conjunto de 90 músicos conquistou sede própria em 2015, em Belo Horizonte, e atrai anualmente cerca de 100 mil espectadores na capital mineira. A trajetória inclui reconhecimento pela excelência artística e programação diversificada.

Fundada em 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais virou referência no Brasil e no mundo. Com 90 músicos e regência de Fabio Mechetti, o conjunto ganhou sede própria em 2015 e hoje recebe 100 mil pessoas por ano na capital mineira.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Orquestra Filarmônica de Minas: conheça a história

Quem vive no interior de Minas sabe: não é todo dia que a capital vira palco de música de concerto de nível internacional. Mas desde 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais ocupa esse papel. Criada naquele ano, a formação se tornou referência no Brasil e no mundo pela excelência artística e pela programação intensa.

Sob a regência de Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular desde a fundação, o conjunto reúne 90 músicos vindos de todas as regiões do Brasil, além de Europa, Ásia e Américas. As apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, com cinco séries de assinaturas e convidados de destaque do cenário orquestral.

Morador do interior que visita a capital encontra também agenda gratuita. A orquestra mantém os Concertos para a Juventude, o Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para crianças e adolescentes, os Concertos Didáticos mostram os primeiros passos para apreciar música de concerto.

A sede, inaugurada em fevereiro de 2015, completou uma década recentemente. A Sala Minas Gerais é considerada uma das principais salas de concerto da América Latina, com projeto arquitetônico e acústico de referência. Recebe, em média, 100 mil pessoas por ano, segundo a fonte.

O impacto vai além da música. Juntas, Sala e Filarmônica transformaram a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos em turismo e relações de comércio internacional.

Fabio Mechetti, natural de São Paulo, construiu carreira sólida nos Estados Unidos. Ficou 14 anos à frente da Sinfônica de Jacksonville, onde recebeu o título de Regente Titular Emérito. Regeu também as sinfônicas de Syracuse (1992 a 1999) e Spokane (1993 a 2004). Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a regência titular de uma orquestra asiática, a Filarmônica da Malásia, onde permaneceu dois anos.

O currículo inclui passagens como regente associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington, estreia no Carnegie Hall com a Sinfônica de Nova Jersey e prêmios como o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti é mestre em composição e regência pela Juilliard School.

Para quem acompanha a música erudita de longe, a trajetória da Filarmônica mostra que o interior também é Minas: a cultura de concerto, antes restrita a poucos centros, hoje tem casa fixa em Belo Horizonte. música erudita em Minas Gerais

A expectativa da comunidade é que a agenda gratuita cresça e alcance mais cidades do estado, levando a música sinfônica para além da capital. concertos gratuitos em BH

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