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Albin Kurti reeleito premiê do Kosovo; crise persiste

ResumoAlbin Kurti foi reeleito primeiro-ministro do Kosovo em 13 de julho com 62 votos, após seu partido vencer as eleições de junho. A incapacidade do parlamento em eleger um presidente mantém o país sob risco de nova eleição antecipada, prolongando a crise política kosovar.

Albin Kurti foi reeleito primeiro-ministro do Kosovo neste domingo (13) com 62 votos, após seu partido vencer as eleições de junho. A falha em eleger um presidente, porém, mantém o país sob risco de nova eleição antecipada.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Albin Kurti reeleito premiê do Kosovo; crise persiste

O parlamento do Kosovo reelegeu Albin Kurti como primeiro-ministro neste domingo (13), após seu partido ter ficado em primeiro lugar nas eleições de junho. A votação, porém, não encerra o impasse: a falha em eleger um presidente pode levar o país a mais uma eleição antecipada.

Kurti obteve 62 votos no parlamento, que tem 120 cadeiras. Antes da votação, declarou: "Este mandato tem como objetivo restaurar com firmeza a segurança e a prosperidade para os cidadãos". E acrescentou: "Eleições sucessivas apenas impediram o mesmo governo de governar".

O que mudou com a reeleição

A posse de Kurti garante a formação do governo, mas não resolve o nó institucional. O cargo de presidente exige dois terços dos votos, e a votação ainda não tem data definida. Se o parlamento não conseguir eleger um novo presidente, o Kosovo terá de realizar outra eleição antecipada, a quarta em apenas dois anos.

No final de agosto, Kurti chegou a um acordo com o partido de oposição Liga Democrática do Kosovo (LDK), que possui 18 parlamentares, para apoiar o professor de direito Bekim Sejdiu como novo presidente. Um dia depois, seis legisladores da LDK declararam que não respeitariam a decisão de seu líder.

Dois partidos de oposição, o Partido Democrático do Kosovo (PDK) e a Aliança, boicotaram a sessão e afirmaram que questionariam o Tribunal Constitucional sobre uma possível violação da lei durante a constituição do parlamento. A LDK também não participou da votação para a formação do novo governo.

Por que a estabilidade importa para Bruxelas

O Kosovo, um dos países mais pobres da Europa, busca ingressar na União Europeia, mas Bruxelas tem afirmado repetidamente que o país precisa de instituições estáveis, capazes de implementar as reformas exigidas para a adesão. A instabilidade política atrasou reformas e dificultou o acesso a fundos da UE.

O impasse presidencial, portanto, não é apenas um detalhe protocolar: sem presidente eleito, o risco de nova eleição antecipada permanece, e com ele a paralisação de reformas que dependem de financiamento europeu. A votação para a presidência segue sem data, e o cenário de incerteza se mantém.

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