Eventos

AfD avança na Alemanha e pode liderar eleição regional

ResumoA AfD lidera a disputa eleitoral em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto INSA, superando o SPD de Manuela Schwesig, que registra 35%. A eleição regional de domingo pode definir a sobrevivência política do chanceler Friedrich Merz e consolidar o avanço da extrema direita na Alemanha.

Pesquisa do instituto INSA coloca a AfD com 37% em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, à frente do SPD de Manuela Schwesig, que tem 35%. A eleição de domingo pode definir a sobrevivência política do chanceler Friedrich Merz.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
AfD avança na Alemanha e pode liderar eleição regional

A AfD (Alternativa para a Alemanha) lidera as intenções de voto para a eleição estadual de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, marcada para domingo (20), segundo a mais recente pesquisa do instituto INSA. O partido de extrema-direita aparece com 37%, à frente do SPD, que tem 35%. O pleito ocorre no mesmo dia das eleições na capital, Berlim.

O chanceler alemão Friedrich Merz, que enfrenta queda de popularidade, conta com o apoio da governadora de centro-esquerda Manuela Schwesig, do SPD, para tentar impedir a vitória da AfD. Schwesig, de 52 anos, lidera uma coligação com o Partido da Esquerda e tem índices de aprovação pessoal acima de 60%.

A primeira vitória da AfD em uma eleição estadual, na Saxônia-Anhalt em 6 de setembro, causou impacto no sistema político alemão, tradicionalmente orientado ao consenso. O resultado reforçou a possibilidade de a extrema-direita vencer as eleições federais previstas para 2029. Pesquisas nacionais indicam a AfD com 27% a 29% das intenções de voto, contra 18% a 20% da CDU.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a pesquisa INSA mostra o Partido da Esquerda com 10%, os Verdes com 5% e o BSW com 3%, abaixo do limite para entrar no parlamento. A CDU de Merz aparece com apenas 7%. Se o cenário se confirmar no domingo, uma coligação entre SPD, Partido da Esquerda e Verdes pode ser suficiente para governar, embora os Verdes estejam exatamente no limiar de 5%.

Em pouco mais de um ano no cargo, Merz viu seus índices de aprovação caírem para 14% em nível nacional e para um dígito nos estados do leste. As reformas prometidas não apresentaram resultados, a incerteza econômica aumentou e a confiança dos eleitores no governo se deteriorou. A CDU caminha para seu pior resultado eleitoral e corre risco de não ultrapassar o limite de 5% necessário para entrar no parlamento.

Durante semanas, os meios de comunicação alemães especularam sobre o futuro de Merz, alimentados por vazamentos internos de seu próprio campo conservador. A expectativa é de que outra vitória da extrema-direita possa custar seu cargo, se não imediatamente, ao menos nos próximos meses.

// Leia também

Publicidade