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Thaiz Pedrosa, 1ª trans em Medicina na UFBA por cotas, morre aos 44

ResumoThaiz Pedrosa, primeira mulher trans a ingressar em Medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA) por cotas, morreu na quinta-feira (3) aos 44 anos. A causa do óbito não foi divulgada. A trajetória de Thaiz marcou a representatividade trans no ensino superior brasileiro, tornando-se referência para políticas de inclusão acadêmica.

Thaiz Pedrosa, primeira mulher trans a ingressar em Medicina na UFBA por cotas, morreu na quinta-feira (3), aos 44 anos. Causa não foi divulgada. Ela era símbolo de representatividade.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Thaiz Pedrosa, 1ª trans em Medicina na UFBA por cotas, morre aos 44

Thaiz Pedrosa, primeira mulher trans a ingressar no curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) pelo sistema de cotas, morreu na última quinta-feira (3), aos 44 anos. A causa da morte não foi divulgada. A estudante se tornou símbolo de representatividade na instituição ao ocupar uma das vagas reservadas a pessoas trans.

Nascida em Minas Gerais, Thaiz se mudou para Salvador em 2019, ano em que também ingressou na UFBA. Naquele período, a universidade passou a oferecer, pela primeira vez, cotas destinadas a pessoas trans e refugiados. Ela tinha o sonho de se especializar em endocrinologia e atuar no atendimento a pessoas trans durante o processo de hormonização.

Em nota, a Faculdade de Medicina da Bahia (FMB/UFBA) lamentou a morte da estudante e destacou os sonhos e projetos que marcaram sua trajetória na instituição. O diretor da faculdade, professor Antonio Alberto Lopes, manifestou profundo pesar pelo falecimento, ocorrido em 3 de setembro de 2026. A nota ressalta o desejo de Thaiz de dedicar sua vida ao cuidado das pessoas e expressa condolências à família, colegas e amigos.

A trajetória de Thaiz na UFBA abre reflexão sobre o impacto das cotas para pessoas trans no acesso ao ensino superior. Desde 2019, a universidade baiana reserva vagas para esse público, o que permitiu a entrada de uma estudante vinda de Minas Gerais com um objetivo claro: atender pessoas trans na hormonização. O caso reforça a importância de políticas afirmativas para a inclusão no meio acadêmico e na formação de profissionais de saúde.

A morte de Thaiz, ainda sem causa divulgada, deixa uma lacuna entre colegas e professores. A faculdade não informou se haverá cerimônia pública ou destinação de homenagens. Para os próximos meses, a expectativa é de que a instituição mantenha o apoio aos estudantes e a política de cotas como forma de preservar o legado de representatividade que Thaiz representou.

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