Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa
Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos fumam mais que as demais faixas etárias, segundo pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número que supera a média nacional de 17% e outras faixas etárias.
A pesquisa, divulgada em São Paulo, chama atenção para um padrão que preocupa quem acompanha a saúde pública. O levantamento considerou o consumo de cigarros tradicionais e eletrônicos, sem distinguir os dois grupos, e ouviu brasileiros de diferentes idades. O número de 19% entre os mais jovens contrasta com o restante da população, o que sugere que o hábito começa cedo.
Quando olhamos para a média nacional, 17% dos entrevistados se declaram fumantes. A diferença de dois pontos percentuais pode parecer pequena, mas em uma população jovem, ela indica uma tendência que merece atenção. O Instituto A.C. Camargo Câncer Center, referência em oncologia, e a Nexus, empresa de pesquisa, não detalharam os motivos por trás do número, mas o alerta está posto.
Para quem trabalha com prevenção, o dado reforça a necessidade de campanhas direcionadas. O tabagismo entre jovens não é um fenômeno novo, mas a pesquisa traz um retrato atual, em um momento em que o cigarro eletrônico ganha espaço. A faixa de 16 a 24 anos, que inclui adolescentes e adultos jovens, aparece como o grupo mais exposto, um sinal de que as políticas de saúde precisam dialogar com essa realidade.
O estudo não informa a data exata da coleta nem o tamanho da amostra, mas a parceria entre o instituto e a Nexus dá credibilidade ao número. Para nós, mineiros, que valorizamos a tradição e a saúde das nossas cidades, fica o convite: pensar o tabagismo como uma questão de cuidado coletivo, que começa pela informação. A pesquisa é um lembrete de que, quando o assunto é fumo, os jovens são o ponto de partida.