Portal Notícias MG 🔍
Portal Notícias MG
Editorias
Institucional
Comunidade

Sessão Pública da Loja Maçônica Haroldo da Silva Mendes homenageia a Independência

A Loja Maçônica Haroldo da Silva Mendes, de Guarará, em Minas Gerais, realizou sessão pública em homenagem à Independência do Brasil. O encontro reuniu veneráveis irmãos, membros da loja, cunhadas e convidados, e teve como eixo a leitura maçônica do 7 de setembro, data em que o país celebra o rompimento dos grilhões que o prendiam ao jugo colonial.

O discurso proferido na sessão lembrou que a Maçonaria nunca se furtou a lançar sua Luz sobre os grandes movimentos que buscam elevar a Humanidade. A fala resgatou a presença de maçons no processo de 1822: José Bonifácio, chamado no texto de Patriarca, era irmão da ordem. O próprio Príncipe Regente, antes de proclamar a ruptura, buscou nas colunas maçônicas o simbolismo e a rede de irmandade que sustentariam seu gesto, segundo a mensagem apresentada.

As Lojas do início do século XIX foram descritas como verdadeiras oficinas onde se talhava, em segredo e em silêncio, a pedra bruta de uma nação ainda informe. A sessão de Guarará conectou esse passado ao presente ao afirmar que, duzentos e quatro anos depois, a obra segue inacabada.

O Esquadro, o Compasso e o Nível como leitura da Independência

A fala apresentou uma correspondência entre os símbolos maçônicos e os ideais consagrados em 1822. O Esquadro, símbolo da retidão e da Justiça, foi associado à igualdade entre os homens livres perante a lei da nova nação. O Compasso, que traça os limites do agir e delimita o círculo de ação sobre a matéria, foi ligado à Liberdade ordenada, aquela que não é licença, mas exercício responsável da autonomia dos povos. Já o Nível, que a todos iguala independentemente da origem, foi apresentado como a própria Fraternidade buscada entre os cidadãos de uma pátria comum.

A mensagem comparou ainda o trabalho do Aprendiz, que recebe a pedra bruta e a desbasta com paciência, esforço e perseverança, ao Brasil de 1822, nação recém-nascida e ainda informe, lavrada ao longo de gerações. Cada maçom, em seu ofício profano e em sua vida civil, continua batendo o malho sobre o cinzel, aparando as arestas da ignorância, da intolerância e da injustiça que ainda maculam a pedra da nação, segundo o texto lido na sessão.

O encerramento convocou os presentes a renovar o juramento tácito feito não apenas às colunas do templo, mas à Pátria, para que o edifício social se erga sólido nas colunas da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, coberto pela abóbada estrelada da Justiça e da Paz. A sessão terminou com o desejo de que a mensagem permaneça indelével no coração de todos os presentes.

história da maçonaria em Minas Gerais celebrações do 7 de setembro no interior de MG

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
Ver todos os artigos →